A 9 de agosto de 1975 a ESA lançava o Cos-B, assinalando a estreia da agência europeia nos meandros da exploração espacial.

À boleia de um veículo de lançamento Thor Delta 2913, que partiu das instalações da NASA na Califórnia, o Cos-B tinha como único objetivo estudar fontes de raios gama.

Mais precisamente, estava destinado a mapear o céu, em particular a Via Láctea, à luz dos raios gama com energia superior a 30 MeV. “Tais raios gama podem ser produzidos por raios cósmicos (protões e eletrões relativísticos), interagindo com o meio interestelar, a luz das estrelas e os campos magnéticos”, explica Brian Taylor, ex-investigador do projeto, citado pela ESA.

O Cos-B tinha integrado um único instrumento de análise, concebido em meados da década de 1960 e aprovado pela European Space Research Organisation (ESRO) em 1969. Isso diferenciava-o daquilo que acontecia na altura, já que os primeiros satélites da ESRO carregavam, normalmente, sete instrumentos separados.

Encontrar raios gama entre os raios cósmicos 10.000 vezes mais carregados de partículas oi semelhante a encontrar uma agulha no palheiro”, diz Brian Taylor

A fase de desenvolvimento principal do satélite começou em fevereiro de 1972. O instrumento de análise de raios gama foi projetado e construído por um consórcio de cinco institutos da Alemanha, Holanda, França e Itália.

O Cos-B foi projetado com um tempo de vida útil estimado de dois anos, mas na verdade funcionou por mais quatro, mais especificamente por seis anos e oito meses. Foi desligado a 25 de abril de 1982.

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