Inicialmente previsto ser lançado ao espaço no dia 10 de novembro, tudo aponta para que o satélite Sentinel-6 Michael Freilich, da família Copernicus, seja enviado este sábado, dia 21, à boleia de um Falcon 9 da SpaceX. O nome desta missão conjunta da ESA, NASA, NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) e do EUMETSAT é uma homenagem a Michael Freilich, antigo diretor do departamento de ciências terrestres da agência espacial norte-americana.

O projeto teve também colaboração portuguesa através da Critical Software, uma das cinco empresas nacionais contratadas pela ESA para desenvolver, pelo menos, 12 satélites e participar em seis novas missões, num contrato de 2,5 mil milhões de euros. A agência espacial Portugal Space escolheu Active Space Technologies, a Critical Software, a Deimos Engenharia, a Frezite High Performance e o Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI).

O satélite, que está equipado com tecnologia estado de arte, vai ajudar a vigiar e medir as alterações dos níveis do mar com alta precisão, diz a ESA. Esta missão de altimetria pretende registar as medições da altura da superfície do mar até, pelo menos, 2030. O Sentinel-6 vai observar o planeta a uma distância de 1.335 quilómetros de distância.

O sistema vai mapear 95% do oceano livre de gelo da Terra a cada 10 dias, fornecendo também dados importantes sobre as correntes oceânicas, a velocidade do vento e a altura das ondas. Considerando que a subida do nível médio do mar é um indicador fundamental das mudanças climáticas, a monitorização da altura da superfície do oceano é essencial para a ciência climática, para se fazerem decisões políticas e a preservação e proteção das zonas costeiras.

O EUMETSAT será responsável por operar o Sentinel-6, recebendo os 300 GB de dados que serão enviados diariamente. A missão vai também recolher dados acerca da temperatura e nível de humidade da atmosfera, ajudando a melhorar as previsões do tempo e os modelos climáticos.

Segundo Josh Willis, cientista no Jet Propulsion Laboratory da NASA, as linhas costeiras vão alterar-se completamente até 2050 e a monitorização feita pelos satélites é essencial para perceber o ritmo das mudanças e prever o impacto das mudanças climáticas na vida de milhões de pessoas.

A missão é composta por dois satélites idênticos Copernicus Sentinel-6, que serão enviados com um intervalo de cinco anos. O Michael Freilich é o primeiro a ser enviado amanhã, o segundo será o Copernicus Sentinel-6B e está previsto ser enviado em 2025.

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