A enviar 60 satélites da constelação Starlink, em média a cada dois meses, vai demorar muitos anos para que o plano da SpaceX se concretize: enviar 42.000 dispositivos para a órbita da Terra, tendo como objetivo criar uma rede de internet de alta velocidade, mas barata e acessível a todos no planeta. Foi em novembro que a empresa de Elon Musk enviou mais 60 satélites, perfazendo agora um total de 180 aparelhos, colocados em órbita em três lançamentos.

Apesar dos planos ambiciosos e do agrado sobretudo para quem vive em regiões do globo que ainda não tem cobertura de internet, já há quem veja o plano com alguma apreensão, considerando a poluição luminosa dos céus de noite. No futuro, a tecnologia vai custar o deslumbre do céu estrelado, segundo a comunidade de astrónomos.

Como é referido num artigo da Popular Science, o investimento no design e afinação, durante décadas, dos equipamentos óticos sensíveis, construídos para captar o “pestanejar” do brilho mais ténue, nos confins da galáxia, está agora ameaçado com estes elementos artificiais que cada vez mais sobrecarregam o céu. Por outro lado, Elon Musk acredita que os satélites não vão ter impacto na astronomia, reforçando que o futuro da mesma está na observação direta no espaço.

A comunidade científica também está preocupada com os “inconvenientes” que a constelação poderá vir a causar. Embora não seja de grandes dimensões, os dispositivos são altamente reflexivos, aparecendo como pontos que se movem no céu nas horas após o pôr do Sol e antes do nascer do Sol. Além disso, a constelação Starlink pode vir a ter efeitos negativos a outros níveis. A International Astronomical Union (IAU), por exemplo, indica que estes podem  afetar as leituras de instrumentos de alta precisão como o Extremely Large Telescope e a interferência rádio.

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