O relatório Programme for International Student Assessment (PISA) da OCDE regista o conhecimento dos estudantes com 15 anos nas áreas da matemática, leitura e ciência. No mais recente estudo, Portugal continua abaixo da média da OCDE na matemática e ciência, mas acima no que diz respeito à leitura. No entanto, devido ao impacto da COVID-19, Portugal acabou por registar um grande decréscimo nas três áreas, sobretudo a matemática com menos 21%, leitura (-15%) e na literacia científica -7%, em valores comparados ao PISA 2018, salienta a Federação Nacional de Educação (FNE).

Numa análise ao impacto da pandemia de COVID-19 no ensino em Portugal, estima-se que 42% dos estudantes reportaram o encerramento da sua escola por mais de três meses. Ainda assim, uma média abaixo da OECD, em que 51% dos alunos registaram a mesma situação. E durante o ensino remoto, 24% dos estudantes portugueses tiveram pelo menos problemas uma vez por semana em compreender as tarefas escolares. E 17% não conseguiu obter ajuda nos trabalhos escolares. Médias igualmente inferiores à OCDE, que registou 34% e 24%, respetivamente.

Veja na galeria mais dados sobre o estudo relacionado com Portugal:

Sobre o bem-estar dos estudantes, o estudo concluiu que 73% dos estudantes portugueses reportaram que foram suportados numa base diária, através do programa das aulas virtuais em direto. Apenas 12% dos estudantes apontaram que lhes era perguntado, diariamente, por alguém da escola, como é que se estavam a sentir. A média da OCDE nestes dois pontos foi de 51% e 13%, respetivamente.

Depois da experiência anterior do ensino à distância imposta pela pandemia, o estudo indica que no caso de as escolas terem de fechar novamente no futuro, a maioria está bastante confiante no uso da tecnologia digital para o ensino remoto. No caso de Portugal, 85% dos estudantes estão confiantes no uso dos programas de comunicação por vídeo. Mas 66% estão confiantes de que se conseguem automotivar para fazer os trabalhos de casa. A média da OCDE é de 77% e 58%, respetivamente.

Em outras estatísticas relacionadas com o género dos estudantes, os rapazes ultrapassaram as meninas por 11%, mas na leitura foram elas que ficaram à frente em 21%. Mas entre 2012 e 2022, a performance em matemática decresceu de forma igual entre rapazes e meninas.

O relatório completo pode ser acedido no website oficial da OCDE.

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