Foi hoje oficialmente lançada em Barcelona a iniciativa PRACE - Partnership for Advanced Computing in Europe. Mais de 20 países europeus, incluindo Portugal, integram o esforço que visa criar condições para que os investigadores europeus melhorem as condições de realização de projectos de investigação e desenvolvimento. Objectivo: unir capacidade de computação dispersa em prole de objectivos comuns e criar uma infra-estrutura única de computação na Europa, com uma capacidade 100 vezes superior à do maior supercomputador do mundo.

Com um investimento de 500 milhões de euros suportado maioritariamente por Espanha, França, Itália e Alemanha (que contribuíram cada uma com 100 milhões de euros para o projecto), a iniciativa pretende criar condições para o acesso transfronteiriço dos diversos países a capacidade de computação e abre portas à I&D europeia para trabalhar a um ritmo de mais de 1000 triliões de cálculos por segundo, de acordo com dados fornecidos pela Comissão Europeia numa nota de imprensa.

O Jugene, o maior supercomputador europeu e quinto mais rápido do mundo, será o primeiro sistema de computação à disposição dos investigadores europeus no âmbito da iniciativa PRACE, que se constituiu hoje como associação sem fins lucrativos. A partir de 2011 e até 2015 mais computadores de outros pontos da Europa juntam capacidade de computação ao projecto.

O projecto irá contribuir para acelerar o ritmo da investigação em áreas como o desenvolvimento de células solares mais eficazes ou o efeito dos medicamentos no corpo humano, exemplifica ainda a Comissão Europeia, que contribui com 70 milhões de euros para a concretização do PRACE. Os restantes 30 milhões foram assegurados por mais 16 países, onde se inclui Portugal, que tal com os restantes países envolvidos, contribui também com recursos e conhecimento.

Recorde-se que em Setembro do ano passado, como o TeK escreveu, foi revelado que a sede provisória do PRACE seria em Portugal. Na altura Manuel Fiolhais, Director do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, considerava que a decisão era "o reconhecimento do esforço que a Universidade de Coimbra tem vindo a fazer pelo desenvolvimento da supercomputação em Portugal".

Era também explicado, numa nota de imprensa divulgada a propósito, que a participação portuguesa no projecto era assegurada pelo Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra (UC), que opera o supercomputador Milipeia.

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