José Luís Arnaut, ministro-adjunto do primeiro-ministro, anunciou esta manhã que o Governo irá destinar, no primeiro trimestre do próximo ano, mais cinco milhões de euros ao plano operacional para a área dos cidadãos com necessidades especiais. Uma "dotação financeira" integrada no Programa Operacional para a Sociedade da Informação (POSI) que visa apoiar projectos que contribuam para os objectivos aí definidos, informou.



Com esta e outras iniciativas, o Governo deixou bem claro, segundo José Luís Arnaut, "que os objectivos para os portugueses com necessidades especiais não se esgotam no dia 31 de Dezembro", com o final do período eleito pela Comissão Europeia como o Ano Europeu das Pessoas com Deficiência.



O ministro-adjunto falava, esta manhã, numa sessão de entrega de material informático especializado à Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, a primeira do género que contemplará, durante a semana anterior ao Natal, 150 instituições de e para pessoas com deficiência.



Para o conjunto de 13 núcleos da APPC foram disponibilizados 16 computadores e 23 impressoras, além da ligação à Internet. Facilidades que segundo José Antelo, presidente da direcção da associação, em declarações ao TeK, aproximam os associados da Sociedade da Informação, "já que contemplam o acesso gratuito à Internet". Ao mesmo tempo que podem
ajudar a enriquecer a sua formação profissional e facilitar a comunicação entre os vários departamentos e equipamentos sociais da instituição, lembra.



O acesso à Internet disponibilizado às organizações de e para pessoas com deficiência no âmbito do programa ACESSO, integrado na UMIC, é actualmente sobre linha RDIS, mas prevê-se para breve a mudança para o ADSL, objectivo inscrito no projecto Banda Larga Solidária que actualmente conta com 126 pontos de acesso, e com a proposta de adesão de mais 50 novos postos.



Para Jorge Fernandes, do programa ACESSO, a entrega de material informático e a activação de pontos de acesso gratuito à Internet tem como objectivo último a aproximação dos cidadãos com necessidades especiais ligados a essas entidades à SI, mas considera importante que as próprias associações se apercebam da utilidade das ferramentas para os seus associados, nomeadamente na área da formação e da educação. "Primeiro é necessário que as instituições ganhem essa cultura e serão elas que, com a sua actividade natural de efeito multiplicador, ligando as máquinas em rede, farão chegar esta possibilidade aos seus associados", defende.



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