Uma equipa de cientistas do Bell Labs, famoso laboratório da Lucent Technologies, testaram com êxito dois protótipos de chips móveis ultra-rápidos que podem transmitir dados a uma velocidade de 19,2 Mbps. Comparativamente, os chips destinados às mais recentes redes 3G oferecem actualmente velocidades máximas de 2,5 Mbps.

Os dois protótipos de chips do Bell Labs, que cumprem os padrões industriais para o tamanho e consumo de energia, baseiam-se na tecnologia designada Bell Labs Layered Space-Time (BLAST), também desenvolvida naquele centro de pesquisa. A BLAST utiliza várias antenas no terminal e na estação base para transmitir e receber sinais wireless a velocidades ultra-rápidas e depende de técnicas inovadores de processamento de sinais para enviar e descodificar com êxito várias transmissões dentro da mesma banda de frequência.

Quando utilizada em equipamentos de estação base e dispositivos móveis como computadores portáteis, PDAs e telemóveis, esta tecnologia permite alcançar velocidades de transmissão muito mais elevadas. Até agora, a indústria não tinha conseguido implementar tecnologia de redes sem fios do tipo Multiple Input/Multiple Output (MIMO) em chips de silício para tirar vantagem da BLAST. Mas, a Lucent acredita ter resolvido o problema e espera implementar comercialmente os chips ao longo de um período de tempo ainda não especificado.

A Lucent está a tentar acelerar a introdução comercial da tecnologia MIMO ao tornar a sua linha de estações base Flexent OneBTS compatíveis com essa inovação, dado considerar que tem o potencial de aumentar em muito a cobertura, capacidade e velocidades das redes 3G.
A companhia planeia ainda licenciar o design dos chips a fabricantes de dispostivos móveis, placas para PCs e de outros equipamentos que possam estar interessados em integrar a tecnologia MIMO em produtos futuros.

Encontra-se também actualmente a colaborar com grupos de padrões para redes sem fios 3G para assegurar que os padrões MIMO - prestes a serem estabelecidos - suportem a BLAST. A concepção dos dois chips esteve a cargo de uma equipa de investigadores do Bell Labs em Sidney na Austrália, em colaboração com cientistas nas instalações desse centro de pesquisa no estado norte-americano de New Jersey.

Os dois chips, um para detectar sinais BLAST e outro para descodificá-los, foram testados numa configuração com terminais de quatro antenas que também usa o mesmo número de antenas transmissores na estação base. A Lucent espera que diferentes esquemas de modulação e configurações de antenas possam ser utilizadas para alcançar ainda maiores débitos de dados em futuras gerações de chips BLAST.

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