Os representantes dos oito locais escolhidos pela EuroHPC para alojar os primeiros supercomputadores na Europa, nos quais se inclui Portugal, reuniram-se hoje para assinar o acordo que fará avançar o processo de aquisição, instalação e manutenção de novos equipamentos. A Comissão Europeia prevê que a nova aposta fique operacional durante a segunda metade de 2020, avança em comunicado à impensa.

Ao todo, vão ser adquiridos oito supercomputadores para instalar nos locais escolhidos, estando previsto um investimento de 840 milhões de euros. Espanha, Itália e na Finlândia são os três países que alojarão três máquinas pre-exascale, capazes de executar mais de 150 Petaflops, ou 150 mil biliões de cálculos por segundo. Já Portugal, Bulgária, República Checa, Luxenburgo e Eslovénia receberão cinco supercomputadores petascale, capazes de executar pelo menos 4 Petaflops, ou 4 mil biliões de operações por segundo.

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De acordo com Mariya Gabriel, Comissária Europeia para a Economia Digital e Sociedade, citada em comunicado à imprensa, a assinatura do acordo é um “marco histórico” para a iniciativa, o qual “aproxima cada vez mais a Europa do seu objetivo de se tornar numa líder global na área da supercomputação”. A implementação dos equipamentos vai apoiar a indústria e a investigação europeia a desenvolver importantes aplicações em domínios como medicina personalizada, design de medicamentos e materiais, bioengenharia, previsão do tempo e mudanças climáticas, acrescenta a responsável.

Supercomputação à portuguesa

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Em Portugal, o primeiro supercomputador nacional ficou operacional no início de julho deste ano, abrindo ao público em janeiro de 2020. O BOB, instalado no Data Center da REN em Vila Nova de Famalicão, no Minho, dá suporte às atividades do Minho Advanced Computing Centre (MACC). A cargo da sua gestão estão a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e a Universidade do Minho. A supermáquina conta com uma capacidade de memória de 266 Terabytes, 1 Petabyte de capacidade de armazenamento e 1 Petaflop de capacidade de cálculo.

Para reforçar a rede europeia de supercomputadores, ao BOB juntar-se-á o Deucalion, o qual vai fazer a sua estreia em 2020. A máquina terá capacidade para executar, pelo menos, 10 Petaflops, o equivalente a 10 mil biliões de operações por segundo.

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