O responsável pelo diário revelou que as várias notícias que já foram escritas têm por base apenas 1% dos documentos conseguidos pelo ex-consultor informático Edward Snowden. "Penso que publicámos 26 dos 58 mil que vimos", disse Alan Rusbridger durante a audição parlamentar.

Questionado sobre o paradeiro dos ficheiros, o diretor do The Guardian jogou à defesa, mas também contra-atacou, dizendo que os documentos estão seguros, encriptados e cuidadosamente armazenados em várias partes do mundo.

Alan Rusbridger revelou a intenção de continuar a revelar pormenores do escândalo que envolve agências de inteligência como a norte-americana NSA ou a britânica GCHQ. Durante toda a audição o diretor do jornal defendeu os direitos de liberdade de imprensa, mas tentou descansar os deputados ao afirmar que as revelações vão continuar a ser feitas de forma responsável.

Enquanto o discurso do diretor do The Guardian focou-se na liberdade de imprensa, do lado dos deputados choveram questões sobre os perigos de se revelar e partilhar informação sensível e confidencial. Alan Rusbridger chegou a ser confrontado com a pergunta "ama este país?".

O The Guardian foi o primeiro jornal a avançar com as fugas de informação que tiveram origem em Edward Snowden e é das entidades que mais pressões tem sofrido com o caso. A redação do jornal chegou mesmo a ser palco de destruição de discos rígidos que continham informação sobre o caso.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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