A Cimeira das Nações Unidas na Tunísia serviu para apresentar duas iniciativas desenhadas com o objectivo de contribuir para a redução do digital divide entre países. A mais popular foi a apresentação oficial do computador portátil desenvolvido por uma equipa do MIT, que vai permitir acesso à Internet e a um conjunto de funcionalidades básicas por cerca de 100 dólares.



Pensado para zonas do globo onde a energia eléctrica nem sempre existe, o equipamento tem uma espécie de manivela que produz energia de forma alternativa. Os novos equipamentos, que reuniram em parceria várias entidades e para chegar aos seus principais destinatários vão precisar de outras tantas, devem começar a ser vendidos em Fevereiro ou Março do próximo ano, de acordo com o anunciado na Cimeira. O objectivo de Negroponte, mentor do projecto, é vender um milhão de equipamentos logo no primeiro ano. Os principais destinos serão Brasil, Tailândia, Egipto e Nigéria.



Na Cimeira foram discutidas algumas questões práticas ligadas à distribuição dos equipamentos, como a possibilidade de se vir a criar um mercado paralelo tendo em conta que as famílias são pobres e podem ter a tentação de vender os equipamentos fornecidos às crianças. Para evitar esta situação Negroponte sugeriu a introdução de um sistema de bloqueio da máquina caso esta esteja vários dias sem ser ligada.



A Microsoft, que não fornece o sistema operativo para os PCs de baixo custo, suportados por tecnologia de código aberto, aproveitou o evento para lançar uma rede de centros de aprendizagem. Esta rede vai formar recursos que posteriormente vão ensinar tecnologia a outros tunisinos em mais de 200 centros de juventude no norte de África. A mesma iniciativa deverá ser reeditada noutros países pobres, avança um comunicado da empresa. O documento explica que as infra-estruturas do projecto são na sua maioria asseguradas pelo Governo local enquanto a formação é fornecida pela Microsoft, através do programa Unlimited Potential, nos termos de um acordo assinado com as Nações Unidas no ano passado.



Ontem os países participantes no encontro também acordaram a criação de um Fórum que irá discutir as questões do controlo da Internet, que há largos meses preenche as páginas dos jornais. O organismo vai fomentar o diálogo entre Governos e preparar o terreno para medidas mais efectivas que passem para o domínio internacional as decisões nesta matéria.



De sublinhar que esta segunda parte da Cimeira das Nações Unidas reúne até amanhã uma audiência de 16 mil pessoas, representantes de 176 países.



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