De acordo com a Reuters, a Cisco concordou em pagar uma multa de 8,6 milhões de dólares, cujo valor maior vai para os bolsos do governo americano. O denunciante, James Glenn, irá receber um milhão de dólares, estando o restante valor destinado às agências afetadas.

A tecnologia é o Video Surveillance Manager da Cisco, que foi usado pelo Aeroporto Internacional de Los Angeles, pela polícia de Washington D.C. e pelo sistema de transporte público da cidade de Nova Iorque, além de muitas escolas, defende James Glenn. A reclamação divulgada esta quarta-feira também nomeia como clientes o Exército, a Marinha, a Força Aérea e o Corpo de Fuzileiros dos Estados Unidos.

A Cisco já reagiu a esta multa através de um porta-voz da empresa. "Estamos satisfeitos por ter resolvido uma disputa de 2011 envolvendo a arquitetura de um produto de tecnologia de segurança de vídeo", disse Robyn Blum, citado pela Reuters. No entanto, o porta-voz afirma que "hão houve alegação ou evidência de que qualquer acesso não autorizado ao vídeo dos clientes tenha sido como resultado do design do produto".

Tudo começou em 2008 quando James Glenn estava a trabalhar para um parceiro da Cisco na Dinamarca, a NetDesign. Segundo o denunciante, o próprio alertou a Cisco nesse mesmo ano que um hacker tinha controlado uma câmara que fazia parte do sistema de vigilância e que, através das falhas no software, poderia controlar toda a rede.

"Devido à vulnerabilidade no sistema de vigilância da Cisco, qualquer utilizador que tenha acesso a uma câmara de vídeo poderá obter acesso não autorizado a toda a rede de uma agência federal", pode ler-se no processo.

Glenn já veio dizer publicamente que considera que existe uma “cultura que tende a priorizar o lucro e a reputação ao fazer o que é certo". "Espero que apresentar a minha experiência faça com que outros membros da comunidade de tecnologia pensem nos seus mandatos em termos éticos", afirma num comunicado.

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