Emissão de certidões eletrónicas, disponibilização de um canal de acesso direto dos órgãos de polícia criminal para envio de queixas através da Internet e acesso à plataforma por parte dos administradores de insolvência são algumas das possibilidades integradas no conjunto de melhorias que está a ser feito ao nível do Citius, pelo Ministério da Justiça.

Segundo avança o Jornal de Negócios na edição desta terça-feira, entre as novas funcionalidades está também o automatismo das execuções, de cobranças de dívidas nos tribunais, que continuam a ser dos mais morosos e onde as pendências mais se acentuam. A intenção com a introdução destes automatismos é economizar tempo.

Está igualmente prevista a criação de um módulo de agendamento e gestão das salas de audiência por via eletrónica, assim como o desenvolvimento de um sistema de suporte à implementação de uma plataforma de produção e expedição de correio na área da justiça.

Há um outro compromisso assumido no âmbito dos objetivos estratégicos para os tribunais entre 2015 e 2018 que passa pelo alargamento do Citius aos tribunais superiores, mas que provavelmente não será cumprido no regresso das férias judiciais.

Foi precisamente em setembro do ano passado, na abertura do novo ano judicial, e na iminência da nova organização jurídica em Portugal, que o sistema informático sofreu um colapso que o deixou inoperacional durante cerca de um mês e meio.

Depois de toda a polémica gerada pela situação, nomeadamente no posterior “apuramento de responsabilidades”, o Ministério da Justiça estará agora empenhado em garantir que este ano tudo corre pelo melhor, com os desenvolvimentos em curso.

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