As empresas britânicas foram lesadas em 3,5 mil milhões de euros no ano passado, de acordo com um relatório da polícia. A National Hi-Tech Crime Unit apurou que nove em cada dez empresas a operar no país terão sido penalizadas por este tipo de acção e que a generalidade das empresas sofreu sete ataques de vírus por dia no ano em análise.



Nesta contabilidade têm peso de destaque os vírus, roubo de informação confidencial e outras acções fraudulentas, conclui um inquérito a 200 empresas com mais de mil empregados, citado pela BBC News.



A mesma análise permitiu apurar que uma em cada três empresas não dispõe de planos de resposta a situações de crise, nem nunca realizaram auditorias para avaliar as consequências de um ataque ou aferir os seus níveis de exposição a essa eventualidade.



O relatório da unidade Hi-Tech da polícia britânica sublinha ainda áreas de crime informático com crescimento significativo, como a introdução de software não autorizado nos PCs ou a partir de um ponto externo ou mesmo internamente, deixando em aberto portas que permitem aos criminosos usar as máquinas das empresas sem consentimento. Destaca-se ainda o aumento de sofisticação das técnicas utilizadas para cometer crimes já tradicionais, como o roubo de informação ou fraude.



Os números da polícia estimam que os ataques por fraude com recurso a métodos de alta tecnologia tenham representado danos de 908 milhões de euros em 2004, cerca de metade do budget total das empresas para a área das tecnologias de informação.



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