
"Informamos que estão a ser avaliadas as implicações da utilização da ferramenta DeepSeek para suportar uma tomada de decisão por parte do Governo, tal como é aplicável para outras ferramentas", adiantou fonte do gabinete da ministra Margarida Balseiro Lopes em resposta a questões colocadas pela Lusa.
"Naturalmente que a preocupação do Governo é assegurar que as ferramentas respeitam os regulamentos europeus e a legislação nacional", acrescentou a mesma fonte.
A Lusa contactou o ministério no seguimento de vários países terem bloqueado o acesso à chinesa DeepSeek.
A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) está a investigar a atividade da tecnológica chinesa e quando estiver concluída a investigação serão divulgados os resultados, de acordo com fonte oficial.
"Seja qual for a tecnologia digital, os utilizadores devem ter cuidados no que respeita aos serviços/produtos que usam e/ou subscrevem, nomeadamente procurar saber se os fornecedores são reconhecidos e de confiança no contexto nacional", disse recentemente à Lusa fonte oficial do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), quando questionada sobre o tema, recordando que a entidade disponibiliza um conjunto de instrumentos sobre cibersegurança.
Relativamente à IA generativa, nomeadamente os LLM (Large Language Models, grandes modelos de linguagem), o CNCS sugere boas práticas como "evitar partilhar dados sensíveis e/ou pessoais na interação com a ferramenta de IA generativa", "verificar noutras fontes a veracidade da informação disponibilizada pela ferramenta de IA generativa" e "escolher a ferramenta/tipo de subscrição de IA generativa obedecendo a uma análise de custo-benefício e privilegiando serviços com maior transparência".
Também sugere "não utilizar a IA generativa para fins maliciosos, como a geração de conteúdos enganadores", adianta fonte oficial. A Lusa contactou também a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) sobre este tema e aguarda resposta.
Países da Europa, Ásia, América e Oceânia decidiram bloquear o uso da DeepSeek aos seus funcionários, depois de esta agitar o mercado com um barato modelo de código aberto, devido a suspeitas sobre questões de segurança, nomeadamente em termos de gestão de informação por parte de Pequim.
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