Mais um dos grandes estúdios de Hollywood acaba de adoptar o sistema operativo open-source Linux. Trata-se da Walt Disney, através da sua divisão de animação, que anunciou hoje que pretende passar a utilizar estações de trabalho e servidores de dados da Hewlett-Packard com o Linux em futuros trabalhos de animação digital.
Para a Disney esta decisão consiste numa viragem para sistemas tecnológicos menos dispendiosos, inserindo-se numa estratégia da empresa de abandonar o seu ambiente tecnológico homogéneo anterior, baseado no Irix da New York Times.
Este é o mais recente caso de grandes estúdios de cinema e empresas de efeitos especiais que adoptaram o Linux, como foi o caso da Dreamworks SKG, dos Pixar Animation Studios, da Industrial Light and Magic e da Digital Domain.
Por outro lado, a Disney é o segundo grande estúdio de Hollywood nos últimos meses a assinar um contrato com a Hewlett-Packard com vista à utilização dos computadores desta fabricante baseados no sistema operativo open-source. Em Janeiro, a HP anunciou uma parceria de três anos com a DreamWorks envolvendo a aquisição de computadores da marca e o desenvolvimento conjunto de tecnologia.
O Linux teve a sua primeira aparição na indústria de animação há cerca de dois anos em clusters de servidores utilizados de "rendering farms" que requerem enormes quantidades de processamento para representar uma imagem finalizada de uma criatura ou personagem como irá surgir nos ecrãs dos cinemas.
Mais recentemente, o Linux foi também utilizado em estações de trabalho empregues pelos animadores para desenhar e modelar as suas criações, tendo as principais produtoras de software de animação adaptado as suas aplicações ao sistema operativo open-source. A Alias-Wavefront desenvolveu uma versão do seu programa Maya para o Linux em Março de 2001.
Na Disney, tal como noutros estúdios, os computadores que correm Linux tomam habitualmente o lugar de máquinas correndo versões proprietárias do Unix, como o Irix da Silicon Graphics. Para além de ser gratuito, o software concebido para o Linux pode funcionar em computadores pessoais, estações de trabalho e servidores de baixo custo equipados com processadores da Intel ou da AMD.
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