
(Actualizada) O programa português e-escola transformou-se em e.school e vai ser implementado em 20 países num projecto liderado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Moçambique, Angola, Timor, México e Argélia fazem parte do conjunto de países onde o e.school vai ser implementado.
Numa primeira fase, apenas uma das escolas de cada um destes países irá receber a "smart box" de produtos tecnológicos e educativos que integram o programa e onde se podem encontrar computadores portáteis, quadros interactivos, servidores e acesso wireless à Internet. A iniciativa deverá depois ser alargada a mais instituições de ensino.
Será também constituído um grupo multidisciplinar de especialistas que irá acompanhar e apoiar a implementação do programa, designadamente nas áreas da comunicação, hardware, software, conteúdos e serviços, incluindo a elaboração de planos de utilização das TIC em programas de educação e aprendizagem.
JP Sá Couto, BiBright, Nautilus, Critical e Leya são as empresas portuguesas que fornecem hardware, software e conteúdos à iniciativa, às quais se juntam os parceiros internacionais Cisco, Intel e Microsoft. A Associação de Empresas de Software Open Source (ESOP) também integra o acordo.
Lançado no âmbito do "Connect a School, Connect a Community", um outro programa da UIT, o e.school tem por objectivo promover a info-inclusão, aumentando o número de escolas e comunidades com ligação à Internet em banda larga e com acesso e recurso às TIC. A iniciativa pretende ainda testar abordagens inovadoras no uso das tecnologias nas salas de aula, quantificar os impactos, promover os benefícios e partilhar os ensinamentos obtidos.
"O primeiro-ministro em Portugal teve a coragem de sonhar e o Governo Português conseguiu implementar essa visão. Agora esta história de sucesso será partilhada com o resto do mundo", referiu Hamadoun Touré, secretário-geral da UIT, durante a assinatura do protocolo que oficializou o lançamento da iniciativa.
O programa e-escola foi considerado por aquela organização como "uma iniciativa exemplar a replicar internacionalmente, na promoção de computadores de baixo custo e na eliminação de barreiras no acesso às TIC".
"O e-school é muito mais do que um projecto tecnológico. É acima de tudo um projecto de participação social e cultural em que as tecnologias são motor de mudança", referiu por sua vez o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça.
O programa é também "uma oportunidade para a indústria portuguesa das tecnologias da educação e aprendizagem ver reconhecidas as suas competências no mercado global, projectando a imagem de Portugal como país exportador".
A escolha do e-escola pela UIT é, igualmente encarada pelo Governo português como um "voto de confiança". "Em primeiro lugar representa o reconhecimento pela comunidade internacional de um projecto que foi lançado em Portugal; em segundo lugar representa a expansão de uma ambição e de um conceito a outras comunidades; e em terceiro lugar é uma pequena contribuição para um mundo melhor e para diminuir a diferença entre países que puderam adoptar as novas tecnologias e países que ainda não tiveram capacidade para tal", referiu o secretário de Estado Adjunto, Paulo Campos ao TeK.
Nota de redacção: A notícia foi complementada com as declarações dos responsáveis governamentais e do secretário-geral da UIT.
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