Se é jogador responda rápido a esta pergunta: prefere pagar 60 euros por um jogo em formato físico ou em formato digital? Se respondeu formato físico fique a saber que não é um saudosista ou alguém que nega a inovação - apenas faz parte de uma muito maior fação de jogadores que não estão dispostos a deixar morrer os discos na indústria do gaming.

De acordo com dados revelados pela consultora PriceWaterHouse Cooper (PwC), e citados pela Cnet, no final deste ano as vendas de videojogos em formato físico vão atingir os 19,5 mil milhões de dólares nas consolas. Os jogos em formato digital vão atingir os 5,6 mil milhões de dólares em receitas.

E para os que dizem que este é um cenário que se alterará de forma significativa, a PwC tem previsões para 2019: 18,9 mil milhões de dólares gastos em jogos de formato físico e 12,9 milhões de dólares para jogos em formato digital.

Apesar de haver um claro crescimento no formato digital, a verdade é que o formato físico apenas conhece um decréscimo de 3% no volume de vendas nos próximos quatro anos.

E existem dois grandes motivos que ajudam a justificar este cenário “não-evolutivo”: os jogos atuais ocupam grandes quantidades de espaço nas unidades de armazenamento, sendo que jogos “topo de gama” consomem atualmente mais de 50GB de espaço; e o facto de o formato físico permitir o empréstimo dos videojogos e a sua revenda.

Esta é uma questão que as grandes empresas - Sony, Nintendo e Microsoft - ainda não conseguiram responder de forma eficaz nas respetivas estratégias digitais. E foi inclusive um caso que “assombrou” o lançamento das consolas de nova geração já que haviam rumores de que os sistemas de jogo iriam requerer uma ligação constante à Internet para que fosse feita uma validação da cópia do jogo que cada utilizador teria.

As contestações fizeram com que o plano não avançasse nem na Xbox One nem na PlayStation 4.

Para perceber a ideia basta fazer uma visita rápida ao OLX e ao CustoJusto, dois sites de classificados portugueses, e reparar que só para a região de Lisboa, existem milhares de anúncios relativos à venda de videojogos em formato físico.

Numa altura em que os portugueses anseiam por um serviço como o Netflix e já vão dominando na música aplicações como o Spotify, parece que nos videojogos o digital será bem vindo, mas o formato físico continuará a ser rei e senhor durante os próximos anos.

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