Com a aproximação da época de incêndios várias entidades têm mostrado a sua preocupação com a falta de preparação de meios aéreos para apoio ao combate aos incêndios. O Governo já aprovou uma autorização para a Força Aérea comprar 12 drones que devem chegar ao terreno em junho, e a indústria nacional quer mostrar que tem capacidade instalada para responder de imediato à necessidade de aeronaves não tripuladas, mitigando o risco de COVID-19 no combate a incêndios.

Amanhã vai se realizado uma simulação de foco de incêndio real, no aeródromo da Atouguia da Baleia, em Peniche, juntando várias empresas da área da indústria aeronáutica portuguesa, entre as quais a TEKEVER, o CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, a GMV e a Spin.works. "O conjunto de empresas [...] representa uma cadeia de valor com capacidade de fornecer no imediato tecnologia não tripulada, apoio à operação, manutenção das aeronaves e tratamentos de dados provenientes dos aviões durante todo o período de fogos florestais", refere o convite enviado à imprensa.

"No seu conjunto, as empresas em causa têm mais de 500 engenheiros especializados e representam mais de 90 por cento das exportações nacionais no sector da tecnologia aérea não tripulada, tornando Portugal líder europeu no âmbito da vigilância marítima", indica o mesmo documento.

Na simulação as empresas vão realizar, em conjunto com os bombeiros locais, um exercício em cenário real de localização de um foco de incêndio, utilizando tecnologia não tripulada. O equipamento que vai ser usado é o sistema aéreo não tripulado TEKEVER AR3, de fabrico 100% português, que já conta com centenas de horas de voo e é produzido em larga escala.

Com uma autonomia superior a 16 horas, pode ser operado a partir de qualquer teatro de operações, não necessitando de pista para descolar ou aterrar, e transmitindo informação em tempo real dos seus sensores diurnos e noturnos de elevada performance a mais de 100 quilómetros de distância, segundo os dados partilhados pelas empresas.

A ideia é demonstrar que Portugal tem capacidade instalada e de resposta imediata aos desafios de prevenção e combate a fogos florestais, numa altura em que o contágio por COVID-19 é um risco adicional no teatro de operações. A tecnologia não tripulada no apoio à prevenção, combate, rescaldo e pós-rescaldo de incêndios está a ser considerada pelo Governo para mitigar o risco de contágio entre os agentes de proteção civil.

“A tecnologia não tripulada de fabrico nacional é uma referência internacional e poderá ser um auxílio fundamental para todas as forças que previnem e combatem os incêndios, mitigando o contágio por COVID-19”, refere Ricardo Mendes, CEO da TEKEVER, empresa que é líder europeia na operação e fabrico de drones para missões de vigilância marítima. O responsável destaca ainda as mais-valias do uso deste tipo de aeronaves “na identificação de zonas de risco, deteção imediata de pontos quentes e acompanhamento da progressão das frentes de fogo".

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