A Comissão Europeia deu esta terça-feira luz verde para a aplicação de 1,2 mil milhões de euros num projeto que junta entidades de sete países europeus e que tem a ambição de reforçar a competitividade da economia europeia pela inovação na área dos serviços cloud e de edge computing.

O IPCEI Next Generation Cloud Infrastructure and Services (IPCEI CIS) tem a classificação de Projeto Importante de Interesse Comum Europeu que, como o nome indica, serve para designar projetos considerados de interesse para toda a região, no âmbito da Estratégia Industrial da União Europeia. Espera-se que venha a gerar investimentos privados ainda superiores às verbas públicas disponibilizadas por cada um dos países envolvidos. O investimento privado estimado é de 1,4 mil milhões de euros e os países envolvidos no projeto são França, Alemanha, Hungria, Itália, Países Baixos, Polónia e Espanha.

Espera-se que o IPCEI CIS venha a criar 1.000 novos postos de trabalho, diretos e indiretos, já numa primeira fase e mais 5.000 empregos numa fase posterior. Os primeiros resultados são esperados para o final de 2027, embora o projeto siga até 2031. Até lá, as 19 empresas envolvidas vão trabalhar noutros tantos projetos, que prevêem investigação, desenvolvimento e a primeira implementação industrial de tecnologias avançadas de cloud e edge computing, em vários fornecedores na Europa. Os diferentes projetos respondem a partes também elas diferentes do problema, para permitir criar soluções de ponta a ponta, que sirvam todos os interlocutores da cadeia, desde a camada de software de base até às aplicações sectoriais específicas.

O IPCEI CIS é o primeiro IPCEI nesta área e tem a ambição de desenvolver o primeiro ecossistema europeu de processamento de dados interoperável e aberto, multifornecedor, da cloud ao edge.

No âmbito do projeto, vão ser “desenvolvidas capacidades de processamento de dados e ferramentas de software e de partilha de dados para tecnologias federadas, eficientes energeticamente e fiáveis”, explica a nota de imprensa da Comissão Europeia. “A inovação proporcionada pelo IPCEI CIS permitirá um novo espetro de possibilidades para as empresas e os cidadãos europeus, fazendo avançar a transição digital e ecológica na Europa”, refere a mesma fonte.

O software na base desta nova plataforma é de código aberto e vai permitir a prestação de serviços em tempo real e de baixa latência, através de recursos de computação distribuídos, que vão estar próximos do utilizador e que, por isso, dispensam a necessidade de transmitir grandes volumes de dados para servidores centralizados em nuvem.

Entre as principais metas do projeto, a CE enumera algumas: fornecer o software que permitirá desenvolver as capacidades de infraestrutura necessárias para construir as camadas base do stack cloud edge; desenvolver uma arquitetura de referência comum que sirva de modelo para a criação e funcionamento de um sistema cloud e edge; desenvolver um conjunto de serviços cloud e edge que possam ser implementados sem descontinuidades nas redes de fornecedores.

A Comissão Europeia deu já luz verde a outros projetos com este mesmo estatuto nas áreas das baterias, hidrogéneo, microeletrónica e comunicações. Neste IPCEI em concreto estão empresas como a Atos, Orange, Deutsche Telekom, SAP, Telecom Italia ou Telefónica.

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