Realizou-se hoje o Facebook Connect, o evento da empresa liderada por Mark Zuckerberg dedicada aos seus produtos de realidade virtual, nomeadamente o seu sistema Oculus. Esperava-se o anúncio de novos produtos e experiências, projetos de inovação, assim como videojogos. Devido à situação pandémica relacionada com a COVID-19, o evento deste ano será realizada online, com diversos speakers.

Mark Zuckerberg deu as boas-vindas, salientando a nova realidade, das videochamadas em casa, que parece ser a realidade. Mas salienta que tem visto mais pessoas ligadas através de VR "pelo menos eu tenho", salienta. Mesmo a nível do entretenimento, destaca os videojogos que estão a ser cada vez mais jogadores. Este contexto serve para justificar o nome do evento como Facebook Connect, realizado pela Facebook Reality Labs, a nova divisão da empresa, encarregue na investigação de tecnologia e software em VR e AR. Assim, todo os assuntos e eventos passam a ter o novo nome.

No que diz respeito à realidade aumentada, o patrão do Facebook, revelou novas oportunidades para as pessoas se ligarem e trabalharem, ainda que admitindo que existem diversas questões a resolver no futuro, apenas daqui a alguns anos. Mark Zuckerberg revelou a parceria com a Luxottica, a fabricante da famosa marca Ray-Ban, para a produção de novos óculos de realidade aumentada, e ainda que não tenha um produto ainda para mostrar, revelou que o acordo, válido para os próximos anos, dará frutos em 2021 com um primeiro modelo Facebook Ray-Ban.

Os jogos parecem mesmo o pilar da empresa, sobretudo ao nível social com Horizon (que já se encontra em beta) e Venues como uma forma de juntar pessoas num palco virtual, na possibilidade de partilhar um mesmo espaço, invés das pessoas parecem "flat" nas salas habituais de chat. Os utilizadores produzem o seu avatar e conversam virtualmente, com som e imagem, e também interação.

Mark Zuckerberg acabou por confirmar o novo sistema VR, que o Facebook já tinha revelado "sem querer", ontem, o novo Oculus Quest 2, referindo-se como um equipamento mais pequeno e leve do que o antecessor, com um revestimento têxtil que lhe confere um toque suave. A empresa norte-americana, como não podia deixar de ser, escreve que este será o seu "mais avançado headset integrado de VR" até à data. Este Oculus Quest 2 contará com um processador Snapdragon XR2, 6GB de RAM e 256GB de armazenamento interno. O headset terá apenas um ecrã com uma resolução de 1832 x 1920 por olho, mas com mais 50% de pixeis do que o modelo anterior. Ainda não há informações que nos permitam avançar qual será a taxa de atualização deste equipamento, mas os rumores apontam para os 90Hz, o que seria um salto em relação aos 72Hz da primeira geração.

Os controladores também foram remodelados, com um novo desenho ergonómico capaz de providenciar uma experiência mais confortável do que nunca. No entanto, em alguns casos, será mesmo possível dispensar os controladores, uma vez que este novo headset conta com um sistema de tracking que é capaz de detetar a posição das mãos do utilizador. Uma última funcionalidade que importa sublinhar é o suporte para áudio 3D, o que proporcionará experiências mais envolventes e realistas de som, uma vez que este pode ser mapeado e emanar de pontos específicos num dado ambiente.

O Oculus Quest será lançado no dia 13 de outubro por 299 dólares. Juntamente com o Quest 2, o Facebook junta-lhe alguns novos acessórios para completar a experiência não só para jogos, como claro, na produtividade empresarial.

O patrão do Facebook salienta que o ecossistema de VR já começa a ser sustentável, apontando diversas empresas que têm gerado receitas acima do milhão em torno de aplicações para os seus equipamentos Oculus. O jogo Onward ultrapassou o milhão de dólares em apenas quatro dias.

O Facebook imagina um mundo em que as pessoas deixam de ter de olhar para baixo sempre que precisam enviar uma mensagem ou interagir com alguém no smartphone. A visão da empresa é receber dados holográficos das pessoas, projetadas à sua frente, tal como vemos em filmes de ficção científica. Isso será possível graças a futuros óculos de realidade aumentada. Ainda é cedo para apresentar um produto, afirma, mas a investigação está a bom ritmo nessa direção. E a isso chamou-lhe Project Aria. O potencial é enorme, como por exemplo, em navegação pelas ruas, projetando sinais ou perigos, antecipando-se aos nossos movimentos. Ou quando esquece um porta-chaves na mesa, recebe uma notificação com a sua localização.

Os novos produtos visam também a segurança e a privacidade dos utilizadores, prometendo oferecer todas as opções de transparência, não só pelos seus clientes, como outras pessoas que não usando qualquer dos seus produtos são igualmente impactados pelos mesmos. Esse principio é o que rege o Project Aria desde a sua raiz.

A Ubisoft está interessada em explorar os periféricos de realidade virtual do Facebook e revelou novos jogos baseados nas séries Assassin’s Creed e Tom Clancy’s Splinter Cell. Tratam-se de novos títulos, e não adaptações, desenvolvidos exclusivamente para a plataforma Oculus. Cada título promete oferecer as suas principais mecânicas e ambientes de assinatura, dos respetivos universos, mas num formato completamente imersivo em realidade virtual. Estes títulos dão início ao desenvolvimento de jogos AAA para VR, refere a editora francesa. No comunicado, a Ubisoft não revelou qualquer detalhe destes títulos.

Foi também anunciado Star Wars: Tales From theGalaxy's Edge, um  jogo de realidade virtual baseado no universo original de George Lucas. Population One é um novo jogo de ação Battle Royale para VR, e também foi confirmato Beat Saber Multiplayer, uma versão multijogador do mais popular título de realidade virtual. E o catálogo cresce com Jurassic World aftermath, Medal of Honor: Above and Beyond, Myst, The Climb 2, WARHAMMER 40,000 Battle sister, Pistol Whip: 2089, The Walking Dead: Saints & Sinners, Sniper Elite VR, e outros.

Veja na galeria alguns dos jogos anunciados para o Oculus Quest 2:

Para além dos jogos, o Facebook revelou uma espécie de escritório virtual, com ferramentas de produtividade. Fez mesmo uma parceria com a Logitech para um teclado real que é projetado no virtual. A empresa promete mais novidades para o próximo ano neste domínio. A empresa tem ainda um projeto baseado numa pulseira que pretende substituir os sensores das mãos convencionais. Essa pulseira promete diversas utilizações, tais como escrever num teclado virtual, entre outras ações e gestos que são traduzidos para o virtual. A investigação ainda vai no início mas o Facebook considera-o promissor.

Nota de redação: notícia atualizada com mais informações às 19:30.

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