A Google desenvolveu uma ferramenta, com base em inteligência artificial, que espera que possa vir a tornar a deteção do cancro do pulmão mais exata e acessível.

Atualmente, para rastrear o cancro do pulmão, os radiologistas visualizam centenas de imagens de uma única tomografia. Com este novo modelo de inteligência artificial, a Google consegue, além de uma fazer uma análise geral da nocividade do cancro de pulmão, identificar tecidos malignos ou nódulos pulmonares que muitas vezes são difíceis de visualizar. A inteligência artificial também tem em consideração exames anteriores, o que pode ajudar a revelar a taxa de crescimento do tecido suspeito.

Para testar o modelo, a Google examinou 45.856 tomografias computadorizadas do tórax, comparando os resultados obtidos com os de seis radiologistas certificados. Nestes estudos, a inteligência artificial da Google detetou mais 5% de casos do que os radiologistas, ao mesmo tempo que reduziu a taxa de falsos positivos em mais de 11%.

O cancro do pulmão é o mais letal de todos, sendo responsável por mais de 1,7 milhões de mortes por ano. Segundo a Organização Mundial de Saúde, é a sexta causa de morte mais comum no mundo. A sua taxa de sobrevivência é uma das piores entre todos os cancros, em grande parte porque na esmagadora maioria dos casos só é detetado numa fase mais avançada.

O novo modelo vai precisar de mais testes e de investigação clínica adicional antes de poder ser implantado, mas a Google considera os resultados iniciais encorajadores e espera que esta ferramenta possa vir a contribuir para uma deteção mais precoce e acessível do cancro do pulmão.

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