A Kaspersky revelou um estudo sobre o crescimento de técnicas de stalkerware, referindo que as tentativas de ataque ultrapassaram os 37 mil casos, a nível global, nestes primeiros oito meses do ano. Em Portugal foram registados 93 casos de utilizadores que já foram vítimas desta ameaça, o que representa um aumento de cerca de 28% face ao mesmo período do ano passado, que registou 67 casos. O stalkerware é um spyware comercial utilizado como ferramenta doméstica para espionagem e a especialista em segurança detetou 380 variantes desta ameaça durante 2019, um aumento de 31% face a 2018.

Conforme explica a empresa, os programas de stalkware possibilitam a intrusão da vida privada dos utilizadores, com os hackers a acederem às mensagens pessoais das vítimas, fotografias, redes sociais, localização e até gravações da câmara ou áudio, por vezes em tempo real. As operações podem ser feitas de forma oculta, em segundo plano, sem consentimento ou sequer das vítimas se aperceberem.

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Por norma, o software utilizado pelos hackers é promovido como sendo uma app para espiar os parceiros dos utilizadores. Para utilizar esta forma de intrusão, os hackers necessitam instalar manualmente o software no smartphone da vítima. Relativamente ao número de vítimas, o mês de agosto foi o mais ativo, registando 8.363 casos.

Para evitar estes ataques, a Kaspersky recomenda bloquear a instalação de programas provenientes de fontes desconhecidas nas ferramentas do smartphone, assim como não guardar ficheiros ou apps desconhecidas no dispositivo. Em caso de ter terminado recentemente uma relação, deverá alterar todas as ferramentas de segurança do smartphone. Verificar a lista de aplicações no dispositivo a fim de descobrir programas suspeitos instalados sem o seu consentimento.

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