A LG não pretende apenas comprometer-se a produzir os melhores produtos, mas a forma como as pessoas podem transformar as suas vidas graças à inteligência artificial. “Evolve, Connect e Open” são os conceitos básicos que marcam o caminho da empresa para oferecer uma “melhor vida” às pessoas.

No que diz respeito ao conceito Evolve, a empresa apresentou um aspirador autónomo, que não só identifica os espaços como pode receber ordens por áudio dos locais a limpar. O conceito aplica-se a outros eletrodomésticos como o ar condicionado que sabe a temperatura necessária ou as televisões que sugerem a programação baseado nos gostos dos donos. Já as máquinas de lavar sabem os melhores ciclos energéticos para se ligarem. O conceito Evolve diz respeito à capacidade de as máquinas aprenderem e expandirem a sua performance através das suas rotinas.

A LG refere que os eletrodomésticos atuais desvalorizam e começam o seu limite de vida logo quando se compra, mas os seus produtos pretendem melhorar com o tempo, um compromisso na quebra de paradigma que a empresa quer assumir. Ao aprender sobre as necessidades das pessoas é possível personalizar os dispositivos, que aprendem através de machine learning.

Nesse sentido, os algoritmos de inteligência artificial LG ThinQ são processados através de sistemas de cloud, com a LG a afirmar que construiu uma rede global de especialistas em IA espalhados pelo mundo.

A LG pretende assim concorrer diretamente com a Alexa, Cortana e Siri com o seu assistente de inteligência artificial que conecta todos os dispositivos da casa. É assim explicado o conceito “Connect”, a capacidade de melhorar os eletrodomésticos por estarem interligados à inteligência artificial. Foi dado o exemplo de um robot aspirador em Israel, que detetou o movimento de um assaltante, tirou-lhe fotos e enviou ao seu dono, ausente, que rapidamente agiu e chamou a polícia sobre o assalto à sua casa.

Mas há mais: as máquinas de lavar identificam o tipo de roupa, regulando as temperaturas mediante os seus materiais. Se pretende viajar, basta “falar” com o televisor e rapidamente terá um plano de viagens e sugestões de como chegar ao destino. A IA pretende beneficiar empresas como hotéis, escritórios e lojas para aumentar a produtividade, com a empresa a explorar o Big Data para trabalhar as informações e criar as melhores experiências para os seus clientes.

Por fim, o conceito Open, o programa da LG que quer inspirar startups e empresas a criar um “mundo” conectado, em que todos os dispositivos baseados em IoT operem entre si de forma segura e rápida. Mas deixa também o convite aos seus concorrentes a “entrarem no barco” da conectividade conjunta. É este o futuro que a empresa aspira. Open Connectivity Foundation (OCF) cria uma linguagem única para que todos os aparelhos trabalhem em conjunto, aumentando o potencial da experiência da Internet das Coisas na vida das pessoas. Um exemplo, uma pessoa tem um encontro e pergunta o que deve vestir ao sistema de IA. Serão dadas informações sobre o tempo e o que deve levar para o encontro.

O sistema operativo WebOS pretende ser a plataforma unificadora dos sistemas IoS conectados através de diferentes serviços e operadores. Nesse sentido foi mostrada uma televisão que tirou partido de funções adicionais por beneficiar de outros assistentes inteligentes, como o Google Assistant. Fazer compras ou planear viagens poderá ser possível de fazer diretamente da televisão, beneficiando da tecnologia de outros parceiros tecnológicos integrados na WebOS.

A parceria com a Here, uma empresa que tem a tecnologia Open Location Platform que agrega as informações das localizações das pessoas, das empresas, dos serviços, e tudo aquilo que possa ser processado para criar serviços. Por exemplo, utilizar informações de tráfego em tempo real permite conduzir os condutores aos parques de estacionamento ou os melhores caminhos para fugir ao trânsito ou evitar perigos na estrada. Os mapas gerados pela empresa podem ser utilizados por empresas para criar novos modelos de negócios.

A robótica é uma área onde a empresa está a apostar, criando um exoesqueleto inteligente que identifica os movimentos dos utilizadores, ajudando-os em tarefas mais pesadas. O futuro, segundo visiona a empresa, é permitir as pessoas “vestirem” estes wearables para melhorarem diversos afazeres do quotidiano. Mais um dispositivo alimentado pela plataforma WebOS e a IA ThinQ.

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