Com uma equipa permanente de 10 pessoas, integradas num departamento de investigação e desenvolvimento com 500, o laboratório da empresa sueca de software de gestão, procura identificar oportunidades e desenhar novas soluções em áreas críticas para a atividade das empresas.



Numa altura em que as questões de eficiência e poupanças de custos dominam as agendas dos gestores, o responsável garantiu que o trabalho dos laboratórios da IFS está alinhado com estas máximas e que a maioria dos projetos em desenvolvimento tem nos ganhos de eficiência o grande objetivo.



Alinhando com aquelas que são as prioridades conhecidas para a maioria das empresas nesta área, as tecnologias de Big Data e a computação em tempo real estão na base de parte significativa do trabalho destes laboratórios.



Um dos grandes projetos em desenvolvimento no momento visa melhorar a capacidade de tirar partido de dados potencialmente úteis para adequar a estratégia de negócio a cada momento, combinando os dados estruturados que os sistemas analíticos tradicionalmente exploram, com os dados não estruturados que as tecnologias de Big Data permitem juntar à equação.



Tem faltado às empresas "capacidade para obter dados em tempo real, que permitam decidir a cada momento e suportar em informação sólida aquelas que devem ser as prioridades a cada momento", defende o responsável, que tem a expectativa de num futuro próximo ajudar a criar soluções que permitam ter acesso a este tipo de dados apenas alguns segundos depois de nos confrontarmos com uma situação ou evento.



"Acreditamos que a computação em tempo real e o Big Data são uma das grandes tendências emergentes, ainda em fase de amadurecimento, mas com muito para nos dar no que se refere a conseguir trazer para o negócio o valor de um conjunto de informação até agora pouco potenciada", acrescenta David Andersson.



Na mesma área das tecnologias Big Data, a IFS está ainda a trabalhar num projeto que tem como objetivo melhorar os mecanismos de compreensão das audiências. O objetivo é melhorar a capacidade de segmentação de públicos, a nível regional, ou mesmo ao nível do indivíduo, produzindo informação que possa adequar melhor a ação das empresas às preferências de cada cliente.


"Enquanto há pessoas que gostam de partilhar preferências em relação a marcas ou serviços no Facebook, e acham até interessante fazer alguma publicidade gratuita às marcas, outras detestam. Enquanto marca é importante saber isso e perceber quando devo evitar certo tipo de ações ou quando devo potenciá-las", detalha Andersson, explicando outra das áreas dos IFS Labs.



Dar contexto à informação que podemos ter

A pesquisa com informação de contexto é outra área de trabalho do IFS Labs, que está a explorar soluções que permitam levar ao utilizador, quase em tempo real, informação contextualizada com a situação em que este se encontra.
"Imagine que é comercial e que tem na agenda uma visita marcada para um cliente às 10h. A caminho da reunião o telefone já não mostra a nota de agenda, mas o mapa para o local onde está o cliente. Quando estaciona muda a informação disponibilizada para dados sobre o cliente e tópicos relevantes para a reunião", exemplifica.



Como defende David Andersson, "durante 30 anos interagimos com os computadores da mesma forma. Somos nós que temos de pesquisar informação e adequá-la ao contexto". O que a empresa quer explorar, e que já é trabalhado também por empresas como a Google no mercado de consumo, "é o contrário. Permitir que seja a informação a adaptar-se ao contexto. Claro que nunca será totalmente iterativo, mas pode tornar-se uma ferramenta muito útil em função do contexto", acrescenta Andersson.



Numa perspetiva mais abrangente, o laboratório da IFS tem também procurado explorar a hipótese de criar uma plataforma de renderização agnóstica em relação ao sistema operativo, que permita minimizar o impacto das diferenças nos diversos ecossistemas onde as aplicações empresariais da empresa têm de correr, garantindo uma harmonização ao nível do aspeto e da experiência de utilização.



Esta é também uma área à qual várias empresas estão a dedicar atenção e que, como reconhece David Andersson, traduz um desafio é difícil. O responsável garante, no entanto, que os avanços realizados nesta área são promissores.



A IFS encerra hoje em Barcelona a sua conferência anual mundial. Um evento onde a empresa, que quer reforçar presença em Portugal, partilhou linhas estratégicas e mostrou soluções.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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