Um conjunto de cientistas da Intel desenvolveu um dispositivo semelhante a um transístor que permite a codificação de dados num raio de luz, com recurso a processos de fabrico baseados em silício.



Segundo um comunicado da fabricante "a capacidade para construir um rápido modulador fotónico (fibra óptica) a partir de vulgar silício poderá levar a ligações de fibra óptica, em banda larga a baixo custo, dentro dos PC's e servidores, assim como nas ligações entre PCs, servidores e outros dispositivos electrónicos".



A Intel acredita que a sua descoberta poderá contribuir para tornar a Internet mais rápida, construir computadores mais rápidos e com melhor desempenho, possibilitando aplicações de banda larga em ecrãs de alta definição.



Segundo a empresa, a descoberta é também relevante porque os materiais vulgarmente utilizados no fabrico de dispositivos ópticos é caro e de fabrico complexo, limitando o seu uso em mercados de especialidade. O desenvolvimento de um modulador óptico rápido, assente em silício, com um desempenho superior ao Gigahertz, permite admitir a viabilidade deste material numa maior variedade de aplicações de computação e comunicação.



O processo realizado pelos cientistas consiste na divisão em duas partes de um raio de luz, fazendo-o passar por silício. Posteriormente é usado um dispositivo semelhante a um transístor "para atingir o segundo raio com uma carga eléctrica, induzindo uma mudança de fase", explica o comunicado.



A combinação dos dois raios de luz, com a mudança de fase introduzida, provoca um "aparente ligar e desligar" (variações entre 0 e 1) a mais de 1GHz. A velocidade de transmissão de dados atingida neste trabalho representa uma melhoria de 50 vezes, face ao melhor tempo conseguido em anteriores experiências com silício, refere o mesmo documento.



As investigações da Intel na área da Fotónica de Silício começaram em meados dos anos 90, testando transístores dentro de microprocessadores com sondas ópticas. Os resultados do trabalho agora concluído foram entretanto publicados no jornal Nature.



Patrick Gelsinger, vice-presidente sénior e CTO da Intel comenta a descoberta como "um passo significativo para construir dispositivos ópticos que movimentam dados dentro de um computador à velocidade da luz," acrescenta ainda o comunicado.



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