Já tinha sido noticiado na quarta-feira que um grupo de hackers teria acedido a sites governamentais brasileiros, comprometendo a segurança. Agora o LulzSecBrazil reclama ter tido acesso a dados pessoais da presidente Dilma Rousseff e do prefeito de São Paulo e, à semelhança do que o grupo internacional tem feito, divulgou alguma informação na Internet.

As autoridades brasileiras não confirmam os ataques mas vários meios de comunicação no Brasil relatam que ontem os sites da Presidência, da Receita Federal e da Petrobras estiveram inacessíveis. Estes ataques foram também atribuídos ao grupo brasileiro que afirma integrar o grupo Lulz Security, que os designa como "irmãos". No último mês o LulzSec protagonizou alguns dos ataques de segurança mais mediáticos, como a Sony mas também entidades governamentais norte-americanas.

O próprio site do LulzSecBrazil foi desactivado, mas na sua conta do Twitter os hackers têm vindo a divulgar algumas mensagens sobre hacks realizados.

A alegada informação pessoal divulgada sobre a presidente do Brasil inclui dados como data de nascimento, telefones, nomes dos progenitores e, no caso do perfeito de São Paulo também emails pessoais. Muitas destas informações são públicas e fazem parte de documentos como a prestação de contas que são revelados pelos candidatos a cargos públicos.

O LulzSecBrazil disponibilizou também dois outros arquivos, um com emails pessoais de funcionários da Petrobras e outro com senhas e logins de acesso a áreas restritas do site do Ministério do Desporto.

As autoridades garantiram porém à BBC Brasil que nenhum dos sites administrados pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados, o órgão responsável pelos principais sistemas informáticos do governo federal) terá sido comprometido de forma a expor dados secretos do Governo ou de cidadãos.

O responsável pela comunicação da Serpro adiantou à mesma fonte que ao ataques apenas de DDoS (denial of service) apenas impediu o acesso ao site sem invadir o sistema. Os dados publicados pelo LulzSecBrazil podem ter sido obtidos de fontes abertas na internet ou em outros meios, assegura a mesma fonte.

Ainda ontem o grupo LulzSec voltou a divulgar informação supostamente classificada, desta vez das autoridades policiais do Arizona (O Grupo avisa que tenciona divulgar “a cada semana” mais documentos classificados e informação embaraçosa de autoridades policiais e militares para “revelar a sua natureza racista e corrupta” e sabotar os seus esforços para aterrorizar as comunidades através de uma injusta “guerra contra as drogas”.

Nota da Redacção: Foram corrigidas duas gralha no texto, em denial of service e mediáticos. Trocas de letras que já foram apontadas por leitores.

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