A Niantic anunciou esta semana que vai abrir a sua plataforma de realidade aumentada a criadores de conteúdos externos à empresa, para que estes possam criar aplicações com base no seu sistema. Numa demonstração à imprensa, o estúdio mostrou uma nova versão da mesma, a que chama Real World Platform. O software vai ser gradualmente melhorado, mas o atual estado do programa introduz uma técnica apelidada de oclusão, que é a espinha dorsal deste desenvolvimento.

Em suma, a Niantic utilizou software de machine learning, adquirido com a compra da startup londrina Matrix Mill, para criar uma rede neural, alojada na cloud, que consegue, em tempo real, criar noções de profundidade em imagens do espaço físico que o rodeia. Na prática, isto permite que os pokémons de Pokémon Go se consigam esconder atrás dos elementos que compõem o ambiente onde se encontra, ou que pessoas em movimento interfiram passivamente, conseguindo-se colocar entre o seu smartphone e a criatura que aparece no ecrã.

De acordo com John Hanke, CEO da Niantic, a versão exibida é apenas uma prova conceptual que será bem comum na próxima geração de produtos para o sector da realidade aumentada. O sistema vai ser aplicado em Pokémon Go, mas também no futuro Harry Potter: Wizards Unite.

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A data de lançamento não foi revelada e é seguro afirmar que ainda teremos de esperar largos meses até que o sistema seja adicionado aos conteúdos de realidade aumentada que se encontram no mercado. O objetivo da Niantic, no entanto, é mostrar que tem uma plataforma consistente para atrair investidores e potenciais colaboradores externos, uma vez que a competição neste segmento está cada vez mais apertada com o melhoramento de plataformas como a AWS, da Amazon.

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