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Representando a introdução da sua tecnologia de processadores Pentium 4 para os PCs móveis, a Intel anunciou hoje o início da comercialização do P4-M, o primeiro chip para computadores portáteis a incorporar o núcleo Northwood desta série de processadores topo de gama da fabricante, baseado na tecnologia de processo de fabrico de 0,13 microns.



Disponível em dois modelos com a velocidade de relógio de 1,7 e 1,6 GHz, respectivamente, o P4-M emprega o novo chipset 845MP compatível com memória do tipo DDR - Double Data Rate - e é suposto ser 43 por cento mais rápido do que o seu mais próximo antecedente Pentium III móvel. Os novos processadores incorporam um bus frontal de 400 MHz, suporte de chip de memória DDR de 266 MHz com capacidade para 1Gbyte, memória cache de nível dois de 512 Kbytes.



O novo processador funciona a um reduzido nível de voltagem, permitindo-lhe consumir um mínimo de energia. O baixo consumo de energia deriva da utilização da tecnologia SpeedStep, que muda automaticamente entre o Modo de Desempenho Máximo e Modo Optimizado para Bateria, tendo em conta as necessidades de processamento de aplicações.



Outra tecnologia, designada Deeper Sleep Alert State, permite que o processador funcione a um volt e atinja níveis de energia equivalentes a meio watt. A combinação destas tecnologias de poupança de energia ajudam a prolongar o tempo de vida da bateria, tornando possível que o processador consuma menos de dois watts de energia média.



Segundo o comunicado divulgado pela fabricante, o novo P4-M "foi concebido para possibilitar que os consumidores e utilizadores empresariais tirem total partido de aplicações com grandes necessidades de processamento como: codificação de áudio e vídeo, edição de imagens digitais, reconhecimento de voz, criação de conteúdos em três dimensões, jogos e ambientes multimédia e multi-tarefa".



Contém ainda o desempenho necessário para correr em simultâneo várias aplicações de produtividade, ao mesmo tempo que estão abertos outros programas como encriptação, compressão, monitorização de vírus, administração de utilizadores e Redes Virtuais Privadas (VPNs). Em quantidades de mil unidades, os dois modelos do processador Pentium 4-M para portáteis de 1,7 e 1,6 GHz custam 508 e 401 dólares (583,57 e 460,65 euros), respectivamente, ao passo que o chipset Intel 845MP tem um preço de 43 dólares (49,39 euros).



Pensando mais a longo prazo, Pat Gelsinger, director tecnológico da companhia, realizou na semana passada um discurso durante o Intel Developer Forum em que garantiu que a Lei de Moore - relativo ao fundador da Intel Gordon Moore, que previu que o desempenho dos processadores iria duplicar em cada 18 meses - se vai manter válida ainda durante várias décadas vindouras, estendendo-se para além do campo dos microprocessadores de silício e abrangendo as tecnologias sem fios, ópticas e de sensores.



Neste sentido, Gelsinger salientou a investigação da sua empresa em áreas como a dos Sistemas microelectro-mecânicos (MEMS), rádios de silício e software inteligente de roaming destinados a permitir a generalização das comunicações sem fios e a tornar realidade a promessa das comunicações "sempre ligadas". Segundo este responsável, as tecnologias baseadas no silício poderão ser reduzidas em tamanho e permitir o fabrico de telemóveis do tamanho de um brinco. Na sua opinião, a gama completa de chips da Intel poderá conter dentro de dez anos rádios integrados configurados por software.



Outro projecto experimental revelado por Gelsinger foi uma rede de sensores sem fios e com múltiplos nós que pode ser auto-construída e reconfigurada automaticamente. A integração destas tecnologias no silício irá permitir o desenvolvimento de sensores de silício de baixo custo e sofisticados que poderão comunicar entre si por si próprios e registar alterações no seu ambiente. Segundo Gelsinger, esta tecnologia poderia ser incorporada em aplicações como um cobertor para bébés, que monitorizasse a respiração e o pulsar do coração, ou aplicada à agricultura, cada vinha numa plantação de videiras poderia ser capaz de fornecer dados sobre o seu próprio microclima.



Outra área em que a Intel planeia aplicar a Lei de Moore é nas comunicações ópticas, mais precisamente na fotónica de silício. Segundo Gelsinter, com a integração da tecnologia óptica com a tecnologia de silício, poderão ser alcançadas grandes reduções de custos, permitindo que as comunicações ópticas fossem mais além do espaço das redes WAN (redes a larga escala) e das LANs (redes locais) até ao nível do chip. Esta pesquisa poderia resultar num custo 100 vezes mais reduzido dos componentes ópticos, em relação aos preços actuais.



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