A confirmação foi feita por Rajesh De, responsável pelo departamento jurídico da NSA, numa audiência perante o Privacy and Civil Liberties Oversight Board, entidade governamental que está a investigar a legalidade dos procedimentos.
Segundo um artigo publicado pelo jornal The Guardian, empresas como Microsoft, Google, Apple, Yahoo e Facebook, entre outras, estavam perfeitamente cientes de que estavam a ser recolhidos dados dos seus utilizadores.
Tal não poderia ser de outra forma, uma vez que o programa PRISM foi autorizado pelas leis americanas, em 2008, não deixando hipótese de recusa às empresas visadas.
Ao abrigo da legislação estava também autorizada a recolha de informação sobre as chamadas telefónicas, mensagens de texto ou o envio de conteúdos através das redes móveis.
Já passaram vários meses desde as primeiras revelações de Edward Snowden, mas surgem pormenores acerca do esquema de espionagem de alcance global elaborado pela NSA regularmente.
Uma das mais recentes diz respeito a um programa desenvolvido em 2009 que permitia gravar todas as chamadas telefónicas feitas em qualquer país do mundo e aceder às mesmas até um mês depois.
Conhecido como MYSTIC, o mais recente estratagema de espionagem a vir a público funcionava como uma máquina do tempo já que possibilitava aceder às chamadas vários dias depois de estas terem sido feitas.
De acordo com o relatório publicado pelo The Washington Post milhões de minutos de conversações eram armazenados durante um mês, havendo depois uma renovação das chamadas guardadas - saiam as mais antigas para abrir espaço para as mais recentes.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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