Podem ser uma gota de água entre os mais de 40 mil participantes no Oracle OpenWorld 2010, mas os 19 parceiros portugueses da Oracle em São Francisco mostram a dinâmica do mercado português, também através da apresentação de soluções inovadoras que tiram partido da tecnologia da multinacional liderada por Larry Ellison.



"Este número de presenças evidencia a dinâmica do negócio da Oracle em Portugal e a importância dos parceiros no nosso ecossistema", justifica Paulo Folgado, gestor de canal na Oracle Portugal.



O investimento feito pelos parceiros, que se eleva a mais de 5 mil euros por pessoa, é reconhecido como positivo pelos responsáveis das empresas presentes em São Francisco, que explicaram ao TeK que as vantagens se prendem sobretudo com a possibilidade de contactar de forma directa os responsáveis pelo desenvolvimento dos produtos, para além da absorção de informação sobre novos lançamentos que pode começar a ser aplicada mais rapidamente no mercado.



Esta é a opinião de Alexandre Mano, Consulting Services Directo da Normática, um dos maiores parceiros da Oracle em Portugal, que reconhece de forma clara o potencial que as apresentações que agora foram feitas trazem para o seu negócio. Para além do conceito inovador de conjugação de hardware e software numa solução integrada, o lançamento das aplicações Fusion foi destacada por este responsável. "Para a Normática é uma grande oportunidade para entrar no mercado de aplicações com uma nova força", explica.



No papel de distribuidor, a Altimate tem também razões de entusiasmo e expectativas de aumentar as receitas em três anos. A fusão com a Sun levou a Oracle a racionalizar a sua rede de distribuição, mantendo em Portugal dois distribuidores de valor acrescentado (VAD): a Altimate (ex- Distrilogie) que vinha da área de software e a Diasa, que mantinha a área de hardware da Sun.



Ambos vão agora passar a trabalhar as duas áreas, respondendo à mudança de mote da Oracle para "Hardware and Software Engineered to Work", a nova assinatura assumida durante o Oracle World. Patrice Arzillier, CEO da multinacional que tem uma relação de parceria com a Oracle em vários países europeus, garante que a nova linha de lançamentos "é uma oportunidade excepcional", por trazer uma nova vaga de tecnologia que irá reflectir-se em vendas.



"Em três anos o nosso objectivo é que o negócio Oracle represente 150 milhões de euros", adiantou ao TeK o CEO da Altimate. Actualmente a empresa regista vendas de 310 milhões de euros, 70 milhões dos quais são obtidos pelo negócio relacionado com a Oracle.
Em Portugal, e como resultado desta dinâmica, a empresa está actualmente a alargar a equipa local, que já é constituída por mais de 20 pessoas.



Mostrar soluções inovadoras


Presente como parceiro global, a Wit Software tem em São Francisco demonstrações de várias soluções específicas para o mercado das telecomunicações, realizadas directamente pela Oracle. Lino Silva, vice presidente de Desenvolvimento e Produtos, explica que a estratégia da empresa de Coimbra de se focar em soluções inovadoras para os operadores está a dar provas, com instalações feitas em vários operadores norte americanos de telecomunicações e TV.



A empresa já faz 70 por cento da sua facturação a nível internacional e ainda este ano a Wit espera fechar dois ou três grandes negócios nos Estados Unidos que podem reforçar estes números.



A PT Sistemas de Informação está também a demonstrar no OpenWorld uma solução integrada para operadores de telecomunicações, a Vertical Telco in a box. Em parceria com a Accenture e com a PT, o desenvolvimento desta solução integra o software Siebel, o Billing and Revenue Management (BRM) e a Application Integration Architecture da Oracle e ainda o NGIN da PT Inovação para oferecer aos operadores de pequena dimensão uma oferta integrada, mais barata e pré-costumizada, que permite modernizar os serviços móveis de forma rápida e com custos controlados.



A primeira implementação vai arrancar já em Outubro na Cabo Verde Telecom, mas deverá alargar-se rapidamente a outros operadores com os quais a PT tem parcerias, nomeadamente em Moçambique, Timor e Namíbia. "Com esta solução os operadores têm acesso a tecnologia de topo de gama, que não poderiam implementar de outra forma", explica André Carvalho, director do Mercado Internacional da PT Sistemas de Informação.



O potencial poderá depois ser alargado a empresas não parceiras da PT e a operadores móveis virtuais (MNVOs), onde a Oracle poderá dar um empurrão significativo.

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