A edição do Linux World que hoje termina serviu como é habitual de palco para um conjunto de apresentações, entre iniciativas e novos produtos, a semana tem sido rica em novidade na área do open source, que comprovam uma maior proximidade de algumas das mais relevantes TIs a esta linha tecnológica.



As preocupações com as questões judiciais que muitas vezes acabam por envolver os projectos de desenvolvimento de software livre estiveram no centro do evento, que serviu para desvendar várias iniciativas de fomento ao desenvolvimento de projectos livres, numa lógica de protecção contra questões relacionadas com patentes.



Foi anunciado a criação de uma base de dados central com informação sobre propriedade intelectual cedida à comunidade, numa tentativa de facilitar o acesso a esse software e de clarificar toda a informação em torno dos donativos. Diz o Open Source Developer Labs, que promove o Common Patents, que o objectivo da iniciativa é estimular as doações e diminuir o número de processos judiciais ligados ao desenvolvimento open source.



Com intenções semelhantes, a Red Hat aproveitou o Linux World para anunciar que vai financiar os esforços de programadores externos para obter patentes que possam ser usadas no âmbito de projectos open source. A vendedora de software livre admitiu ainda que a constituição da Fundação Fedora, enquanto organismo independente e não lucrativo foi adiada por questões administrativas, mas que o projecto vai avançar logo que possível. O seu objectivo é precisamente desenvolver software com os contributos da Red Hat.



A concorrente Novell tem uma iniciativa idêntica cujo lançamento foi também comunicado no evento. Com a criação do projecto openSuSE as Novell vai partilhar com a comunidade várias fases de desenvolvimento e teste do SuSe Linux, revelou a empresa.



Do lado das iniciativas há também a registar o anúncio de que o esperado upgrade ao sistema de licenciamento de software GPL - General Public License deverá estar disponível em 2007.
A informação foi avançada por Eben Moglen, presidente do Software Freedom Law Center e participante activo no desenho da nova versão 3.0. Segundo ele, a nova versão deverá resolver algumas questões ao nível dos conflitos de patentes, acomodar web services e resolver incompatibilidades com outras licenças, como a Apache Software.


Das iniciativas aos produtos




Nos produtos a AMD deu conhecimento de que vai lançar um programa de simulação para a sua próxima geração de chips. O objectivo do SimNow é acelerar o desenvolvimento de software que suporte as novas funcionalidades ainda em fase de desenvolvimento nas novas linhas de processadores. Entre as novas funcionalidades, a fabricante detalhou uma que torna mais fácil a utilização de vários sistemas operativos num mesmo computador, com o nome de código Pacifica e uma tecnologia de segurança, que está a ser desenvolvida com o nome de código Presidio, e que é semelhante à tecnologia de virtualização da Intel.



A HP, por seu lado, anunciou que vai começar a trabalhar com universidades no sentido de adaptar o Linux à sua linha de servidores NonStop. Estes topo de gama são compostos por módulos de quatro processadores que podem agir de forma interligada para responder a múltiplas configurações. O sistema operativo dos NonStop é desenvolvido pela própria HP, que pondera a hipótese de acompanhar a já anunciada adopção de processadores Itanium com uma migração para Linux.



A IBM aproveitou o evento que recebeu este ano mais de 11 mil visitantes e acolheu cerca de 200 expositores, para anunciar que actualizou o seu software para desktop Workplace, com suporte para o browser Firefox. O Workplace desempenha um conjunto de funções onde se incluem processamento de texto, calendários e armazenamento de documentos.



O Firefox passa assim a integrar uma lista de que fazem também parte o Internet Explorer da Microsoft e o Mozilla. A Big Blue disse ainda que vai começar a oferecer serviços de suporte para o projecto Apache Geronimo, através do IBM Support for Apache Geronimo.



A IBM, a par com a Dell deram ainda conta do lançamento de novas linhas de servidores, assim como do lado do software forma feitos vários outros anúncios de suporte a plataformas abertas.



Na generalidade dos casos as apresentações seguiram uma linha comum, mostrando a intenção de promover uma maior aproximação á comunidade open source e reconhecendo o avanço do Linux, enquanto alternativa aos sistemas proprietários durante o último ano.



Charles Philips, presidente da Oracle, foi um dos oradores principais no primeiro dia e marcou o tom para várias outras apresentações que se seguiram, entretanto reportadas pela imprensa internacional.



O responsável admitiu que hoje 20 por cento dos seus clientes correm já Linux e acrescentou que tem elevadas expectativas quando à evolução desta percentagem. Segundo ele daqui a cinco anos é provável que metade dos clientes Oracle já corram Linux, referiu.



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