
Em comunicado, a Polícia Judiciária diz que "desmantelou uma organização criminosa que se dedicava de forma reiterada ao cometimento de burlas, vulgarmente conhecidas por “Olá pai, Olá mãe” e “Job Scam”", através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria. Segundo o indicado, foram constituídos dois arguidos, um homem de 21 anos e uma mulher de 31, encontrando-se o terceiro suspeito em parte incerta.
Os suspeitos "viviam desafogadamente e exclusivamente desta atividade ilícita", mas não são referidos valores financeiros das burlas.
"Nas buscas realizadas à residência e empresa dos suspeitos, localizadas na área de Lisboa, foram apreendidos seis SMS GATEWAYS, que operavam simultaneamente com 224 cartões SIM, equipamentos informáticos, telemóveis e cerca de 13 mil cartões SIM, de várias operadoras nacionais e europeias, utilizados para a prática das burlas com recurso a tecnologia informática", refere ainda a Polícia Judiciária.
Com os SMS GATEWAYS os suspeitos podiam enviar mensagens de forma massiva. "Terão lesado um número indeterminado de vítimas, presumivelmente na ordem dos milhares".
De recordar que na burla “Olá pai/Olá mãe”, os criminosos fazem-se passar por filhos ou familiares próximos das vítimas, utilizando um novo número de telemóvel, referindo que o seu foi perdido ou avariou. Justificam-se que não conseguem aceder à aplicação bancária e pedem ajuda financeira para pagar uma conta, pedindo transferências bancárias. O sentido de urgência e a preocupação levam as vítimas a serem enganados nestas burlas e lesados em elevados valores.
As autoridades recomendam a não considerar como certa que determinada mensagem tenha sido pelo filho ou familiar através de outro número, que não aquele que tem registado, mesmo que tenha uma fotografia (que pôde ter sido obtida numa rede social). Antes de proceder a qualquer pagamento, tente contactar esse mesmo familiar por voz, através do número que tem registado, para garantir que foi o mesmo que fez o pedido. E caso não consiga o contacto, não entre em pânico e não ceda sem confirmar.
Também pode colocar questões ao contacto, que apenas o filho ou familiar, conseguiriam responder. Ou tente ligar para esse número, pois certamente que não vai atender, enviando depois uma justificação por mensagem. Caso continue com dúvidas deverá sempre denunciar a situação às autoridades policiais.
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