Esta sexta-feira tem início a missão Dawn da NASA em Ceres. A viagem da sonda demorou mais de sete anos, mas vai permitir recolher novos dados durante os próximos 14 meses. Já no dia 15 de julho, a New Horizons chega a Plutão. A informação que for recolhida nas duas missões pode obrigar a uma nova análise da classificação que hoje define o estatuto não só Plutão, mas também Ceres como planetas anões.



Ambos são classificados desta forma por não cumprirem um critério de dominância orbital. Ou seja, não dominam a sua órbita de forma a afastar outros objetos, mas como refere o Diário de Notícias num artigo sobre as novas missões da NASA, este também não é um critério consensual junto dos cientistas. Há mesmo quem defenda que se a Terra estivesse na localização de Ceres também não teria condições para garantir a dominância orbital e por isso não seria considerada um planeta.



De resto, Ceres e Plutão, descobertos em 1801 e 1930, tal como os planetas maiores, orbitam à volta de uma estrela e têm massa em quantidade suficiente para serem esféricos, critérios também observados pela União Astronómica Internacional nesse tipo de avaliação.

Nota de redação: Foi corrigida uma gralha na notícia.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico