A Polícia Judiciária está a realizar na manhã desta terça-feira uma operação de combate à corrupção relacionado com a emissão e obtenção de licenças para os motoristas poderem trabalhar para as plataformas TVDE como a Uber, Cabify e Kapten, notícia da TVI24.

No terreno estão cerca de 140 elementos da Polícia Judiciária e já terão feito cerca de 10 detenções e buscas a escolas de condução e no Instituto da Mobilidade e Transportes. Segundo é avançado, as entidades terão recebido subornos para facilitar a obtenção de licenças para os motoristas das plataformas de mobilidade.

Segundo a TVI24, entre os detidos estão médicos que passaram atestados falsos, um advogado, assim como responsáveis por centros de formação, um coordenador do IMT responsável pela inspeção das escolas. Também foram detidos motoristas candidatos a obter a licença para trabalhar nas plataformas. Por fim, pessoas que angariavam candidatos para participar no esquema foram também detidos pela polícia.

Para se candidatarem à licença para trabalhar nas plataformas TVDE, os motoristas devem cumprir certos requisitos, tais como ter um cadastro criminal limpo e a formação de pelo menos 50 horas em escolas de condução. Só depois pode ser feita a submissão da candidatura ao IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes, para a concessão da certificação. Na prática da corrupção, os candidatos “saltam” os requisitos, não cumprindo o mínimo de lei, para entrarem rapidamente no mercado do trabalho.

Segundo fontes avançadas ao Correio da Manhã, o esquema de corrupção entre pessoas ligadas às diferentes entidades e motoristas já vigora há cerca de um ano. A TSF avança que a operação "Caixa de Pandora" envolveu ainda 10 Magistrados Judiciais e do Ministério Público, juntamente com os agentes da PJ para a realização de mais de 40 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, nas zonas de Lisboa, Lourinhã, Loures, Pinhal Novo, Óbidos, Santarém, Torres Vedras, Amadora, Peniche, Sintra, Almada e Cascais. Segundo a Polícia Judiciária, os detidos irão ser presentes na quarta-feira ao primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, para aplicação das medidas de coação aos suspeitos.

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