Já lá diz o velho ditado que “informação é poder”. E nos dias que correm o que as empresas têm mais é informação, a ser produzida em grandes quantidades a cada hora que passa. Todos estes dados podem ganhar um significado se bem emparelhados com ferramentas de analítica e em Portugal a Viur tem apostado neste sentido.

A startup desenvolveu uma ferramenta que permite analisar e gerir de forma simplificada os dados que as entidades produzem. Ao longo dos últimos meses a Viur focou-se no desenvolvimento e aprimoramento da sua ferramenta de analítica e a mesma está agora disponível para o “grande público”.

A empresa tem vindo a amealhar alguns utilizadores de testes na versão gratuita da ferramenta, mas o cofundador David Custódio admite alguma dificuldade em conseguir rentabilizar estas experiências. A resposta pode estar no mercado português, muito caracterizado por pequenas e médias empresas nas quais a estratégia das TIC não está ainda totalmente desenvolvida.

“Portugal ainda não é um mercado muito ligado ao business intelligence”, salientou David Custódio.

Apesar do cenário, a Viur quer continuar a apostar numa aproximação às empresas portuguesas e está a recorrer ao programa Portugal 2020 para atingir esse objetivo, sendo um parceiro certificado. À medida que mais empresas se vão modernizando, mais empresas ficarão conscientes e sensíveis para a importância que as ferramentas de business analytics podem ter.

Mas esta não é o único caminho que a startup de Coimbra está a palmilhar. A Viur está também a aproximar-se mais do conceito de cidades inteligentes, uma área que além de estar a crescer a grande ritmo, representa uma oportunidade para programas de analítica.

David Custódio explicou ao TeK que atualmente aquilo que acontece num município é que existem muitas soluções implementadas, o que implica diferentes plataformas de gestão. A Viur pode ser o único software necessário para fazer a gestão dos projetos que estão a ser implementados, sendo fácil para os utilizadores perceberem o que está e o que não está a resultar.

A ferramenta não consegue agir sobre os dados, como explica David Custódio, pelo que terão de ser os gestores a fazerem os devidos ajustes consoantes os dados que estão a receber.

Para ajudar nesta nova aventura no segmento das smart cities a Viur está a participar no projeto SOUL FI, uma iniciativa que pretende trazer alguma unificação ao mercado das cidades inteligentes. A Viur integra-se com a plataforma europeia Fiware que lhe permite ter acesso a uma vasta base de dados de informações sobre smart cities.

O turismo também é outra área que a empresa pretende explorar, ajudando a dar significado à utilização de cartões inteligentes que são usados em transportes, museus e outras atrações. Desta forma uma determinada cidade pode saber rapidamente no que deve continuar a apostar ou o que precisa de reformular.

Depois de ter sido selecionado para a primeira ronda de financiamento do projeto SOUL FI, a Viur está agora à espera para saber se é selecionada para a segunda fase de apoio e investimento.

Rui da Rocha Ferreira

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