Os números são da Gemalto, que no primeiro semestre analisou 888 falhas de segurança que deram origem a ataques, dos quais resultaram o acesso a 246 milhões de registos. Os números traduzem um crescimento de 10% no número de ataques, mas também revelam uma queda de 41% no número de registos expostos. Algo que apenas acontece porque os ataques concretizados não conseguiram ter a escala dos ataques verificados no mesmo período do ano anterior, sublinha a empresa.

Nos ataques analisados pela empresa, o roubo de identidade continua a ser a principal motivação. Esteve na origem de 53% dos ataques analisados no período, mas foi responsável por 75% dos dados comprometidos.

Governos e sector da saúde assumiram lugar de destaque nestes eventos e só a esses domínios pertenciam mais de dois terços dos dados que foram comprometidos durante o primeiro semestre.  

Um dado curioso é o facto de mais de um terço das perdas de dados ter origem interna às organizações. Ou seja, 22% devem-se a perdas acidentais causadas pelos funcionários, outras 12% foram originadas por ataques feitos dentro da organização. Mesmo assim a maioria dos ataques (62%) têm uma origem externa às organizações, um número que cresceu em relação ao ano anterior, quando se fixava nos 58%. 

O maior ataque realizado este ano expôs dados de 79 milhões de clientes da seguradora norte-americana Anthem, o que terá certamente contribuído para “deixar” nos Estados Unidos 76% dos registos comprometidos no semestre, entre os casos analisados pela Gemalto. Este ataque à Gemalto foi classificado pela empresa de soluções de segurança digital de grau 10, o mais elevado no seu indice de relevância. 

 

 

   

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