O Student Keep foi um projeto anunciado no final de março e permite a qualquer pessoa com equipamento informático disponível ajudar os alunos que mais precisam para frequentar as aulas online. O programa que pertence ao movimento português tech4COVID19 anuncia agora que doou mil computadores a escolas num mês.

A iniciativa passava primeiro por determinar quantos alunos não têm as condições necessárias em casa para poder frequentar as aulas à distância. De seguida, o Student Keep passou por querer angariar e disponibilizar equipamento informático aos estudantes que necessitam através de um sistema de apadrinhamento.

tech4COVID19: Student Keep é o novo projeto para combater as desigualdades no acesso à escola online
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Os padrinhos, ou “keepers”, podem ser pessoas individuais ou coletivas e podem disponibilizar os equipamentos em falta de forma temporária ou mesmo permanente. A plataforma do projeto reúne as informações acerca do material que os alunos precisam e dos “keepers” que podem ajudar de forma a assegurar que os equipamentos chegam, de facto, a quem mais precisa.

Além de recolher os equipamentos, o Student Keep tem uma equipa de 140 voluntários de tecnologias da informação. Aos membros cabe realizar uma intervenção técnica aos equipamentos antes de serem entregues às escolas, de forma a assegurar que estão prontos a serem utilizados.

Em comunicado, Rui Nuno Castro, responsável do projeto, mostra-se muito orgulhoso pelo alcance deste marco. "Temos uma equipa de voluntários que trabalhou no desenvolvimento da plataforma, de divulgação e de parcerias durante o primeiro mês e os resultados foram notórios neste segundo mês de atividade”, refere.

23% dos estudantes estão fora das aulas online porque não têm computadores com Internet em casa
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Os materiais têm sido entregues às escolas que, por sua vez, atribuem aos alunos que necessitam deste apoio. Ainda assim, Rui Nuno Castro, garante que este número “ainda não é suficiente para suprimir as necessidades de todos os alunos em Portugal". Vemos uma evolução muito positiva do desconfinamento, contudo, muitos alunos continuam em casa e não podemos descurar a sua educação”, garante.

O projeto conta com a participação de personalidades das mais diversas áreas e com a parceria de entidades como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Benfica, a Fundação GALP, a CELFOCUS e a Web Summit.

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