A Intel anunciou que a partir de abril passará a disponibilizar a sua nova tecnologia para transmissão ultra-rápida de dados a todas as fabricantes que a queiram integrar nos computadores. Até agora, as únicas máquinas a contar com este "sucessor do USB" eram as da Apple.

Originalmente denominada Light Peak - mas mais conhecida como Thunderbolt, designação usada quando integrada em produtos da maçã -, a arquitetura para transmissão de dados anunciada em fevereiro deste ano promete transferir dados e imagens HD a uma velocidade de 10 Gbps.

A partir de abril de 2012 a tecnologia passará a estar disponível para integração em computadores de secretária (desktops) e portáteis, apresentando-se como um forte concorrente ao novo USB 3.0 - que sai a perder na comparação, pois oferece uma velocidade máxima de transmissão de dados de 5 Gbps. Tem, no entanto, a vantagem de ser mais popular.

Um dos problemas do Thunderbolt é o seu custo. Atualmente cada chip para dotar uma máquina de compatibilidade com a tecnologia custa mais de 20 dólares. Espera-se, porém, que o custo desça durante a segunda metade do ano, com o alargamento da base de utilizadores.

A Sony e a Asus são duas das fabricantes de PCs das quais se espera uma adesão mais imediata. Recorde-se que quando, em junho, a Sony apresentou a nova série de portáteis ultra-finos Vaio Z incluiu o Light Peak entre as especificações. Fabricantes como a Gigabyte e a ASRock estarão também, segundo a imprensa internacional especializada, na linha da frente para inclusão da tecnologia nas suas motherboards.

Novos processadores Atom para não deixar morrer os netbooks
Ontem a fabricante revelou também que tinha dado início ao envio para as fabricantes dos novos processadores Atom, com os quais se pretende manter vivos os netbooks, numa altura em que o segmento se vê cada vez mais ameaçado pela crescente popularidade dos tablets.

Fabricantes como a Acer, Asus, HP, Lenovo, Samsung e Toshiba deverão começar a incluir os novos processadores nos seus modelos já a partir de janeiro.

Os novos chips dual-core prometem melhorar a autonomia da bateria e o desempenho das máquinas - uma das principais falhas apontadas a alguns modelos de netbooks no mercado.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes