Entre os cerca de 20 milhões de menores de idade que durante o último ano usaram activamente o Facebook, há 7,5 milhões de jovens com menos de 13 anos. A idade é a mínima estabelecida para se poder usar o serviço.

Os jovens mentem na altura de fazer o registo, indicando uma data de nascimento fictícia e iludindo o mecanismo de verificação do site, mas os responsáveis pela maior rede social do mundo também não estão a levar a cabo os esforços necessários nesta matéria, defende a organização Consumer Reports, num estudo publicado hoje.

Segundo a organização mais de 5 milhões dos menores que usam a rede social têm menos de 10 anos e a maioria deles fazem-no sem supervisão dos pais. "A maioria dos pais das crianças com 10 anos ou menos mostraram-se bastante despreocupadas com a utilização do site por parte dos filhos", afirma o comunicado à imprensa.

"Apenas 18 por cento dos pais têm os seus filhos na lista de amigos do Facebook, que é a melhor forma de monitorizar a utilização feita pela criança", e apenas 10 por cento falaram com os filhos sobre cuidados a ter online.

Já no caso de crianças na faixa etária entre os 13 e os 14 anos, verificou-se que 62 por cento dos pais são "amigos" dos filhos na rede social. Uma das razões apontadas prende-se com o facto de os pais julgarem que as crianças mais novas estão menos predispostas a correr riscos.

Os pais acham que os seus filhos mais novos não estão interessados em pornografia, que com uma mentalidade de 10 anos, só se interessam por coisas para crianças de 10 anos. Mas podem estar enganados, defendem os responsáveis, que alertam para a necessidade de proteger os mais novos de ameaças que vão desde o malware aos convites de desconhecidos ou o bullying.

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