Os apoiantes da Wikileaks e de Julian Assange lançaram uma investida virtual como retaliação pela prisão do responsável e pelos boicotes ao site. Paypal, Visa, Amazon ou o governo sueco são alguns dos visados. Mas os hackers já avisaram que há mais sites na lista.

A acção iniciada esta quarta-feira por um grupo anónimo de hackers, contemplou, para já, ataques às empresas que bloquearam as doações à Wikileaks, como o Paypal, Mastercard, Visa ou Amazon, com o objectivo de impedir o acesso aos sites e serviços das companhias, segundo o New York Times.

A Mastercard, citada pela Bloomberg, admitiu que o seu site tinha ficado especialmente lento devido a uma anormal solicitação do mesmo, logo depois de suspender o uso da sua rede pela Wikileaks. O ataque de DoS (denial of service) chegou mesmo a deixar o serviço offline durante o dia de ontem.

Ao final do dia foi a vez de serviços como o Visa, PayPal ou a Amazon - que tinha anunciado que ia deixar de prestar serviços de alojamento de sites à Wikileaks, alegando que esta violara as condições de utilização do serviço.

Outros meios internacionais acrescentam à lista da denominada "operação vingança" sites como o do governo sueco, ou do Ministério Público, responsável pela acusação no processo movido contra Julian Assange por crimes sexuais, bem como o do advogado das alegadas vítimas.

Entretanto, os responsáveis pela operação avisaram hoje que o número de ataques vai aumentar, naquilo que consideram uma guerra para proteger a liberdade na Internet, relatava esta manhã a Reuters.

Nota da Redacção: A notícia foi corrigida numa gralha.

A Wikileaks tem gerado grande polémica pela divulgação de documentos confidenciais que denunciam, nomeadamente, situações de abusos cometidos pelas tropas norte-americanas. O serviço, que tem recebido reacções tanto de apoio como de censura por parte da comunidade internacional, tem estado na ordem do dia nos últimos tempos com a situação a ganhar ainda mais destaque nos últimos dias com a detenção do seu mentor, Julian Assange - que os apoiantes alegam tratar-se de uma movimentação para silenciar o site.

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