A Comissão Europeia acredita que as tecnologias da informação e da comunicação podem ser usadas para oferecer melhores cuidados médicos a nível europeu, como mostra no plano de acção e-Health agora aprovado. Este respeita à utilização de novos sistemas e serviços em diferentes aspectos, desde a prescrição electrónica aos registos electrónicos de saúde, com o objectivo de reduzir tempos de espera e possíveis erros.



Com o plano de acção, a CE está apostada na criação de uma "e-Health Area" europeia, identificando os passos práticos necessários para a sua concretização através da melhoria dos registos electrónicos de saúde, identificadores de pacientes e cartões de saúde e o lançamento mais rápido de acesso à Internet de alto débito para sistemas de saúde para permitir que o potencial completo do e-Health seja alcançado.



Mediante o plano de acção, todos os Estados-membros terão de desenvolver até 2005 as suas próprias estratégias para a áreas da saúde electrónica. Para o próximo ano, a Comissão prevê igualmente a disponibilização de um portal que servirá como um ponto único de acesso online a informação sobre saúde, a nível europeu.



Segundo os objectivos traçados, em 2006 os trabalhos nas áreas consideradas críticas já deverão estar bastante adiantados, refere a CE em comunicado, nomeadamente o desenvolvimento de uma estratégia de aproximação aos dados comum, que permita a identificação de pacientes, e a definição de standards para a interoperabilidade entre as diferentes redes de saúde.



Em 2008, as redes de informação de saúde já deverão estar estabelecidas, disponibilizando serviços em banda larga fixa e wireless tirando partido da computação em grelha para melhorar as capacidades e a interacção entre os diferentes sistemas.



"Uma melhor utilização de tecnologias e serviços - como a Internet - na melhoria do sistema de saúde deve ser encorajada", refere o comissário para a Sociedade de Informação Erkki Liikanen que garante que o plano irá ajudar a UE a alcançar o seu objectivo, já que as novas tecnologias e serviços tornam o acesso mais rápido e fácil, reduzem os erros e melhoram a capacidade dos sistemas de saúde.



Segundo dados adiantados pelo executivo europeu, quatro em cada cinco médicos da UE estão actualmente ligados à Internet, quando 25 por cento dos internautas recorrem à Web para procurar informação acerca de doenças e outras matérias relacionadas com a área da saúde.



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