Com o encerramento das escolas como medida de prevenção para evitar a propagação do Coronavírus (COVID-19) a 16 de março, milhares de alunos começaram a ter aulas através da Internet. No entanto, estima-se que um em cada cinco estudantes não tenha meios para aceder às aulas à distância.

A conclusão é de um estudo realizado por Arlindo Ferreira, especialista em Estatísticas da Educação, e publicado no seu blog. O especialista revela que 20% dos alunos inquiridos não têm um computador em casa, dificultando assim realização, quer de aulas à distância, quer de trabalhos que impliquem a necessidade de um PC.

O acesso online em casa surge como outro problema. De acordo com dados de 2019 do Instituto Nacional de Estatística avançados pela Lusa, mais de 5% dos alunos com menos de 15 anos viviam em casas sem Internet. Já no que toca aos estudantes com mais de 16 anos, 0,4% não tinham acesso à Internet em casa.

Anteriormente, os dois presidentes das associações de diretores escolares, Filinto Lima (ANDAEP) e Manuel Pereira (ANDE), já tinham alertado para o impacto das desigualdades sociais nas aulas à distância. Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) salienta também as diferenças entre famílias: “Há sempre desigualdades entre os alunos: uns têm chalés e outros têm casebres”.

À Lusa, o presidente do Sindicato Nacional de Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Leite Velho relembrou que também existem problemas nas famílias onde há acesso a equipamentos, pois pode tornar-se difícil gerir quem tem prioridade no seu uso. Além disso, a mudança de ambiente pode ser complicada para os estudantes: “Já quando estão na escola é, por vezes, difícil manterem-se concentrados, imaginemos agora em casa”, sublinhou o responsável

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