Para ajudar a população e as autoridades de saúde no combate à pandemia de COVID-19, a Apple lançou uma nova ferramenta online que permite verificar se as pessoas estão a cumprir as medidas de isolamento social.

A Mobility Trend Reports funciona de forma semelhante à ferramenta lançada pela Google no início de abril. A partir de dados anónimos e agregados do Apple Maps, a empresa disponibiliza informações diárias para dar a conhecer as tendências de mobilidade, seja a pé ou de carro, em 63 países e cidades desde 13 de janeiro de 2020.

Em Portugal, a Mobility Trend Reports revela que houve uma diminuição de 86% nas deslocações a pé e um decréscimo de 78% no que toca à movimentação em veículos. Entre março e abril, é possível notar uma descida acentuada nas tendências de mobilidade nacionais.

Apple Mobility Trend Reports
Dados sobre as tendências de mobilidade em Portugal desde 13 de janeiro

A ferramenta demonstra que, até à data, as deslocações diárias em vários países decresceram significativamente. Em Itália, um dos países europeus mais afetados pela pandemia, as movimentações dos cidadãos apresentam uma diminuição na ordem dos 85%. No Reino Unido os valores revelam um decréscimo de 70%. Segue-se a Alemanha, com menos 46%, e os Estados Unidos, com menos 45%.

Apple Mobility Trend Reports
Comparação nas tendências de mobilidade entre Itália, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos

Em comunicado, a Apple assegura que a privacidade dos utilizadores é uma prioridade, sublinhando que os dados utilizados são anónimos. “O Apple Maps não associa os dados de mobilidade recolhidos à ID de um determinado utilizador e a Apple não mantém um histórico dos locais onde um indivíduo em específico esteve”, afirma a empresa.

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Recentemente, a Apple e a Google decidiram unir esforços no combate à pandemia de COVID-19. Em comunicado à imprensa, as gigantes tecnológicas deram a conhecer que, através da utilização da tecnologia Bluetooth e da criação de aplicações, pretendem "ajudar governos e agências de saúde a reduzir a propagação do vírus", sendo a privacidade e segurança do utilizador elementos essenciais.

As empresas esclareceram que as aplicações que irão rastrear os utilizadores não serão impostas pelos governos aos cidadãos, sendo o mesmo princípio aplicado às entidades estatais. O acesso à API para a criação de apps será restrito a instituições de saúde públicas reconhecidas.

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