O crime informático está a mudar e o hacker que a partir de casa aproveitava os seus conhecimentos informáticos para lançar um ataque a determinada empresa e ainda acabava com novo emprego na organização, que reconhecia os conhecimentos do atacante e acabava por contratar os seus serviços, já não é representativo.



Hoje em dia a ameaça é organizada, usa técnicas sofisticadas e realiza-se com o objectivo de obter lucros, consideram 84 por cento dos CIOs inquiridos numa sondagem levada a cabo pela IBM no passado mês de Janeiro.



Os responsáveis de tecnologias das empresas inquiridas preocupam-se sobretudo com os ataques realizados a partir de computadores vulneráveis de terceiros, pela dificuldade que representa a investigação desse tipo de situações (75 por cento) e pelo facto de muitas vezes conduzirem a países onde não há legislação ou esta é ineficaz.



São também motivo de preocupação os ataques que partem de dentro da própria organização - muitas vezes sem conhecimento dos utilizadores envolvidos - para roubar informação confidencial posteriormente utilizada em esquemas de espionagem industrial (66 por cento).



Crime informático tem mais impacto económico que o crime convencional

Por outro lado, cinquenta e oito por cento dos inquiridos acreditam que o crime informático tem mais impacto financeiro na vida das empresas que o crime tradicional e que desencadeia um conjunto de efeitos altamente penalizadores para as empresas como sejam a perda de clientes, perda de produtividade, de futuros negócios ou de confiança por parte dos clientes e do mercado.



Cinquenta e nove por cento dos inquiridos acreditem que estão protegidos contra as principais ameaças informáticas, mas mesmo assim estão a levar a cabo medidas defensivas como a actualização das firewall (74 por cento), implementação de tecnologias de prevenção e detecção de intrusões (69 por cento), actualização do software anti-vírus (69 por cento).



A sondagem da IBM visou 3 mil CIOs em 17 países, onde não se inclui Portugal. Ainda assim, Pedro Galvão, responsável da empresa na área dos serviços de segurança disse em conferência de imprensa que em Portugal as preocupações deverão ser muito semelhantes às relatadas pelo estudo a nível internacional, com a diferença que algumas empresas nacionais de menor dimensão que não se consideram alvos potenciais de ataques informáticos, pela sua escassa representatividade no mercado.



A apresentação da sondagem terminou com um alerta da empresa para a importância de "integrar a segurança com o negócio da empresa" contemplando não apenas os aspectos tecnológicos, mas também a "segurança física e as pessoas", frisou Pedro Galvão.



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