As turmas dos cursos de mestrado de Engenharia Informática e da pós-graduação em Ambiente, Sustentabilidade e Educação, que começaram esta semana a ser lecionados na Universidade de Évora, têm alunos de diferentes partes do mundo, mas nem por isso estes estão dispensados de "frequentarem" as aulas ou de se "reunirem" para os habituais trabalhos de grupo.

Tal seria improvável se não estivéssemos a falar de formação em regime de eLearning, uma aposta que a instituição de ensino superior decidiu fazer com o objetivo de "diversificar públicos" para as opções de formação que promove.

"O eLearning afirma-se pela sua capacidade de chamar à Instituição públicos cujos quotidianos e geografias não se compadecem com os requisitos do ensino presencial", refere Hermínia Vilar. Pode também ser um "bom aliado para a internacionalização da nossa investigação e dos nossos ensinos" e dar "maior visibilidade ao nosso papel enquanto membros de uma comunidade académica produtora e difusora de conhecimento", considera a vice-reitora para o Ensino e Formação na Universidade de Évora.

O processo de "aproximação" ao eLearning teve início há alguns anos, com a adição de algumas componentes virtuais ao ensino presencial, mas os cursos agora disponibilizados foram desenvolvidos no último ano, tendo sido construídos de raiz para este efeito, adiantou Mariana Valente, que integra a equipa do we-move, o Centro de Tecnologias Educativas da Universidade de Évora, ao TeK.

"Foi um processo que contou com a colaboração e a discussão de pessoas com valências e formas de trabalhar diferentes, para que possa resultar da melhor forma, já que não estamos a falar de uma transposição direta do regime presencial para um ambiente virtual", salienta Mariana Valente.

Acessíveis a partir da plataforma Moodle, os cursos compreendem vários recursos, desde textos para leitura, glossários, fóruns de discussão, vídeos, e vão exigir o cumprimento de tarefas semanais (que poderão abranger trabalhos de grupo), assim como uma assiduidade intercalada (dia sim, dia não) às "aulas".

"Penso que no eLearning é importante impor alguma disciplina, para que os alunos não se dispersem e não tenham a sensação de estarem 'sozinhos'". A dissertação será a única parte do curso que exigirá a presença (física) dos alunos.

Tanto o mestrado como a pós-graduação começaram a ser lecionados esta segunda-feira, "com uma aula de iniciação ao ambiente online". As matrículas encerram a 10 de fevereiro, mas o numerus clausus está quase preenchido nos dois casos (respetivamente de 20 e 15 inscrições).

"Não fizemos grande promoção das formações, mas as inscrições foram surgindo, nomeadamente de pessoas de Angola, do Brasil, de Cabo Verde". E é esta diversidade que a Universidade de Évora pretende.

"Estamos a derrubar os muros do campus universitário. Estes dois cursos são apenas o princípio de algo que se espera grande", salienta Mariana Valente referindo-se ao facto de estar pensada a introdução de novas opções já a partir do próximo ano letivo. As formações seguintes continuarão a estar centradas ao nível dos 2.º ciclos e das pós-graduações.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Patrícia Calé

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