A 11 de março de 1989, o engenheiro de software Tim Berners-Lee apresentou uma sugestão para melhorar a partilha de informação entre os seus colegas do CERN, o laboratório de física nuclear na Suíça. A sua proposta foi aprovada e começou então a desenvolver a linguagem HTML, o protocolo HTTP e a WorldWideWeb.app, aquele que viria a ser o primeiro browser. Mas este é só o princípio da história que deu origem aos browsers como os conhecemos.

Desde a altura em que a Internet dava os seus primeiros passos até à atualidade, o mundo dos navegadores web cresceu exponencialmente. O canal de YouTube Data is Beautiful decidiu fazer uma viagem por esta história com mais de 20 anos e criou um vídeo com a evolução das quotas de mercado de diferentes browsers ao longo do tempo.

Embora os utilizadores tenham hoje ao seu dispor uma grande variedade de browsers, o primeiro lugar do “pódio” é ocupado pelo Google Chrome, que em 2019 era utilizado por 70,71% deste mercado. Na segunda posição está o Mozilla Firefox, com 9,76%, seguindo-se o Safari, o navegador desenvolvido pela Apple, com 5,03%.

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Outrora o “rei” das aplicações de acesso à web, o Internet Explorer detinha no ano passado apenas 5,03% do mercado. O navegador da Microsoft atingiu o seu pico em 2004, onde chegou a contar com uma quota de cerca de 95%. Nem o Edge, o qual é hoje assente em Chromium, o mesmo motor que suporta o Chrome da Google, conseguiu atingir a mesma popularidade do seu predecessor.

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No entanto, ainda antes dos seus tempos áureos, o Internet Explorer enfrentou uma feroz concorrência do Netscape. O navegador criado por Marc Andreessen e Jim Clark em 1993 acabou por se tornar no primeiro browser a ganhar popularidade entre o público. Dois anos após a sua criação, o Netscape já detinha 90% do mercado. O seu reinado durou até 1999, altura em que o Internet Explorer conseguiu vencer a “guerra dos browers” e tomar o primeiro lugar do “pódio”.

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Mas a história não é feita só de “vencedores”. Um dos navegadores que ajudou a traçar uma estrutura para os browsers modernos, mas que acabou por não ganhar grande popularidade, foi o Mosaic. O navegador criado em 1992 no National Center for Supercomputing Applications da Universidade de Illinois apenas conseguiu deter um máximo de 6,19% em 1996.

Nota da redação: foi feita uma correção no primeiro parágrafo

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