Uma empresa holandesa está avançar com um projecto que pretende afirmar-se como alternativa ao tradicional procedimento de registo de domínios. A metodologia é diferente da usada pelo ICANN que regista sufixos como .com, .org, entre outros. A proposta desta empresa é permitir que os nomes de topo possam ser países, empresas, pessoas ou qualquer outra designação, tornando a sua oferta praticamente ilimitada.



"O nosso plano é oferecer nomes a partir de qualquer configuração de caracteres", admite Erik Seeboldt, director-geral da UnifiedRoot em declarações à Reuters. Aderindo a este tipo de serviço o TeK poderia passar a disponibilizar uma página de Internet com o endereço www.tek.tek, por exemplo.



O registo custa mil dólares, ao que acresce um fee anual de mais 240 dólares e no primeiro dia em funcionamento atraiu centenas de registos, garante o responsável.



Recorde-se que está as mãos do ICANN a tarefa de criar e reconhecer domínios de topo em todo o mundo. Isto porque cabe à organização operar os servidores espalhados pelo mundo que gerem o tráfego de Internet e determinar quais os nomes de domínio reconhecidos por esses servidores.



Daqui resulta que para oferecer aos clientes domínios reconhecidos em todo o mundo - caso estes necessitem - a empresa holandesa terá sempre de entrar em acordo com o ICANN para garantir esse reconhecimento global. A nível local a questão pode ser contornado através de acordos com os ISPs, que têm a capacidade de alterar definições com efeito em toda a sua base de subscritores. Acordos deste tipo foram já desenvolvidos com a maioria dos service providers na Turquia ou com a Tiscali.



Para já a UnifiedRoot conta com 13 servidores que se distribuem por quatro continentes. Nos planos da empresa está oferecer localizações geográficas de forma gratuita para países, regiões e cidades. Afastada está a hipótese de registar domínios de topo iguais aos do ICANN.



Os críticos do projecto apontam como aspectos negativos desta alternativa o facto de criar ambiguidade ao introduzir um conjunto de novas regras de tráfego na Internet, apenas reconhecidas por um conjunto limitado de computadores em todo o mundo.



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