Os ataques via Internet têm vindo a crescer nos últimos tempos e, de acordo com os dados reunidos num estudo recente, poderão mesmo vir a transformar-se na principal ameaça à segurança informática para as empresas. Inquirindo 900 organizações de modo a perceber as suas maiores preocupações na área da segurança informática, o estudo anual da Computing Technology Industry Association (CompTIA) revela que 36,8 por cento sofreu um ou mais ataques via browser nos últimos seis meses de 2003, num crescimento de 25 por cento face a idêntico relatório do ano anterior.



Os ataques via Internet costumam ser lançados quando alguém visita uma página Web que, embora possa parecer inofensiva, contém código malicioso escondido. Alguns ficam-se pelo "crashar" do browser, enquanto outros abrem caminho para o roubo de informação pessoal ou dados proprietários confidenciais. Uma das formas mais comuns para disseminar estes ataques é através de mensagens de email que incluam um link para um servidor com código malicioso.



Embora o volume de ameaças de segurança relacionadas com os browsers tenha crescido, a maioria das empresas continua a referir os vírus informáticos e os worms como a sua maior preocupação. Contudo, este tipo de ameaças foi significativamente menos comum em 2003 do que o registado um ano atrás, de, situando-se actualmente em 68,6 por cento das ameaças face a 80 por cento no ano anterior.



Em 2002, as questões relacionadas com a intrusão na rede eram a segunda ameaça de segurança mais comum ao nível empresarial, reunindo 65,1 por cento dos votos, quando no ano passado caiu para os 39,9 por cento, num decréscimo que a CompTIA atribui ao crescimento da utlização de anti-vírus entre as empresas.



Para Randall Palm, director de Ti da CompTIA, citado pela C|Net, os ataques com base no browser são uma evolução lógica. "Há 10 anos atrás, a maioria dos vírus eram distribuídos em disquetes. Depois surgiu o email e o software de instant-messaging. Agora temos como alvo os browsers", refere.



O estudo indica ainda que 95,5 por cento dos inquiridos recorre a algum tipo de tecnologia de protecção contra vírus. Os firewalls e os servidores proxy são a segunda tecnologia anti-vírus mais usada, adoptada por 90,8 por cento dos inquiridos.



As empresas estão igualmente a apostar mais em inquéritos de segurança e testes de penetração, a que recorrem 61 por cento dos inquiridos, numa subida de oito por cento face ao ano anterior.



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