O Facebook está a testar novas funcionalidades que vão dar mais controlo aos utilizadores sobre o tipo de conteúdos que podem ver no feed de notícias da rede social. O teste começa por estar disponível apenas para um pequeno grupo de utilizadores, com a versão em inglês da aplicação. Nas próximas semanas começa a ser alargada a um universo maior de utilizadores.

A novidade materializa-se na inclusão de três submenus nas opções de configuração da aplicação, que permitem regular a quantidade de conteúdos vistos em três categorias: família e amigos; grupos e páginas; figuras públicas. Para cada uma destas três categorias, o utilizador passa a poder escolher se quer receber uma quantidade normal, maior ou menor de conteúdos, conforme mostra a imagem divulgada pelo Tech Crunch. O mesmo tipo de ajuste vai poder ser feito para os temas, dando ao utilizador a hipótese de escolher se quer ver mais ou menos publicações sobre um determinado assunto.

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Também os anunciantes vão passar a ter à disposição uma ferramenta semelhante a esta. Através dela, vão poder auto-excluir os seus anúncios dos murais de utilizadores que acabaram de interagir com conteúdos relacionados com notícias e política; questões sociais; crimes e tragédias. “Quando um anunciante escolhe um ou mais assuntos, o seu anúncio não será mostrado a quem mostrou recentemente interesse nesses tópicos no seu mural de notícias”, explicou já o Facebook.

A forma como os algoritmos da rede social funcionam tem sido alvo de polémica, sobretudo depois da divulgação dos chamados Facebook Papers, pela ex-colaboradora da empresa, Frances Haugen, que passou por Lisboa na última edição do Web Summit.

"Encontrei coisas no Facebook que acredito que podem pôr a vida das pessoas em risco" acusa Frances Haugen
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Os documentos sugerem que a seleção de conteúdos apresentada aos utilizadores está orientada para fomentar o envolvimento e a interação na rede social, mostrando também que são os temas mais polémicos aqueles que mais geram essa interação. Alguns destes documentos foram já publicados pelo The Wall Street Journal, como um estudo interno do Facebook que quantifica o impacto de um uso exagerado da rede social.

Segundo estes dados, 12,5% dos utilizadores da rede social, cerca de 360 milhões dos 2,9 mil milhões de utilizadores da plataforma, manifestaram problemas devido ao uso compulsivo da aplicação. Um em cada oito utilizadores reportaram que o uso da aplicação lhes afeta o sono, o trabalho, as relações e até os deveres parentais. A investigação também mostra que estes padrões de vício se manifestam mais nas aplicações sociais do Meta, do que noutras grandes plataformas.

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