
O facto foi admitido pelo diretor do FBI, Christopher Wray, que classificou a encriptação de dispositivos como um “grande, grande problema”, afirmando que deve haver “um equilíbrio entre encriptação e a importância de nos serem dadas as ferramentas que precisamos para manter o público seguro”, noticia a BBC.
Recorde-se que, no ano passado, os tribunais ordenaram que a Apple colaborasse com a agência governamental para desbloquear o iPhone utilizado por um dos autores do tiroteio ocorrido em San Bernardino, nos Estados Unidos, que resultou na morte de 14 pessoas.
Exigia-se à marca da maçã que arranjasse forma de “hackar” o iPhone, desativando o sistema de segurança que leva à eliminação dos dados do telefone quando não é introduzido o código correto após o número de tentativas previstas.
O presidente da Apple recusou respeitar essa decisão, afirmando que isso seria dar “um passo sem precedentes que ameaça a segurança dos nossos clientes”, considerando que aquilo que é pedido tem “implicações muito para lá do caso legal em jogo”, mas o desbloqueio acabou por acontecer com a ajuda de terceiros.
Muitos smartphones protegem os seus conteúdos quando bloqueiam, sendo este um recurso de segurança que, muitas vezes, impede os próprios fabricantes de terem acesso aos dados.
O especialista em cibersegurança, Alan Woodward, da Universidade de Surrey, disse que a “criptografia de um dispositivo é frustrante nas investigações criminais, mas é impraticável e inseguro desenvolver backdoors ou sistemaa fracos”.
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